Além dos mais de 15 mil policiais escalados para trabalhar no carnaval de Salvador, 104 câmeras fixas e móveis vão contribuir para a segurança dos foliões. Esta é a oitava vez que os equipamentos eletrônicos são instalados nas avenidas durante o período de festas.
“O uso das câmeras é muito importante para Operação Carnaval porque torna o policiamento mais eficiente. Com essas câmeras, as patrulhas vão ser orientadas da melhor maneira possível e vão poder chegar nos focos de problemas com maior rapidez”, afirma o capitão da Polícia Militar Alexinaldo Neves.

De acordo com a polícia local, os crimes mais comuns no carnaval são furtos e agressões físicas em decorrência de rixas entre grupos e excesso de consumo de bebida alcoólicas. Parte das ocorrências, segundo o capitão Neves, é motivada por descuidos da população. “Algumas pessoas, mesmo sabendo dos riscos, levam relógios, máquinas fotográficas e carteiras volumosas para o circuito de carnaval. Isso realmente não é recomendável. A Polícia Militar trabalha firme para que isso diminua, mas também dependemos muito da colaboração das pessoas. O público tem que saber que a festa é de alegria, mas também exige responsabilidade”.
Outro recurso tecnológico utilizado na segurança do carnaval é o telefone celular. Mais de 800 aparelhos foram distribuídos para os patrulheiros no circuito. Antes, a comunicação era feita via rádio e muitas vezes os sinais de recepção eram instáveis por causa do relevo irregular da cidade.
A polícia instalou ainda 27 postos de comando nos três principais circuitos do carnaval de Salvador, a maioria em parceria com a Polícia Civil. Em casos flagrantes, a formalização das ocorrências é feita ainda nas avenidas.
Os trios elétricos que passam pelo bairro do Campo Grande entraram com cerca de duas horas de atraso na noite de quinta-feira, abertura do tradicional circuito do carnaval de Salvador. Após muita expectativa, o Bloco da Camisinha foi o primeiro a aparecer em frente aos camarotes instalados nas proximidades da Praça 2 de Julho.
Ao som do axé, milhares de pessoas, entre elas profissionais de saúde, festejaram a abertura do carnaval com abadás que propagam a importância do uso de preservativos. A passagem do trio elétrico foi marcada pela participação popular. Não havia isolamento para o público não pagante.
A programação original previa que o Bloco da Capoeira abriria a festa às 20 horas de Salvador. Mas, segundo participantes da organização carnavalesca, houve demora na liberação dos acessos ao trajeto e foi necessário inverter a ordem de entrada na avenida.
Os capoeiristas alternaram novas músicas e canções tradicionais da arte. Na entrada dos camarotes, uma das integrantes do bloco apareceu com um vestido que ocupava três faixas da avenida. A roupa era uma homenagem a Iemanjá, orixá africano celebrado com festas no início de fevereiro.