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Lula volta da Antártica com a intenção de investir mais na base brasileira

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Data de Publicação: 19 de fevereiro de 2008
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Mais investimentos para melhorar a infra-estrutura da base de estudos brasileira na Antártica, para dar mais condições para que pesquisadores brasileiros continuem os estudos sobre o continente gelado e mesmo para adquirir um navio laboratório. Essa é a intenção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. No programa de rádio Café com o Presidente, ele disse ontem que conhecer e pesquisar a Antártica tem repercussões positivas não só para o Brasil, mas para toda a humanidade.

“Penso que todos nós estamos convencidos que a hora é agora, de a gente aportar mais recursos para melhorar o nosso potencial de pesquisa, melhorar as condições da Base [Comandante Ferraz], para que mais cientistas brasileiros visitem a nossa Base como pesquisadores e aqui tentem explorar o seu conhecimento em benefício do povo brasileiro e da humanidade”, afirmou Lula.

O presidente comunicou que, em conversas com os ministros da Ciência e Tecnologia, Sergio Rezende, da Defesa, Nelson Jobim e o comandante da Marinha, Júlio Soares de Moura Neto, pediu que pensassem na possibilidade de adquirir um navio laboratório.

O presidente ressaltou que a presença brasileira na Antártica com a Estação Comandante Ferraz é estratégica e tem como fim exclusivamente a pesquisa, não é uma presença territorialista. “O Brasil tem uma definição estratégica com relação à Antártica, ou seja, enquanto, por exemplo, o Chile tem como opção estratégica ter o território Antártico como um território chileno, o Brasil não tem essa intenção. O Brasil quer apenas explorar, pesquisar o continente antártico”, disse Lula, que voltou ontem de uma viagem de dois dias à Antártica.

Na Estação Comandante Ferraz, que tem capacidade para 48 pessoas, vivem 35 pesquisadores brasileiros que realizam estudos sobre os efeitos das mudanças climáticas na Antártica e a conseqüência disso para o Planeta, pesquisas sobre a vida marinha e a atmosfera. As pesquisas são financiadas por bolsas concedidas pelo Conselho de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), agência de fomento vinculada ao Ministério da Ciência e Tecnologia.

Em geral, os pesquisadores passam seis meses na estação, mas continuam suas pesquisas quando voltam. A primeira viagem para a montagem da base brasileira foi feita em 1983, com o navio Barão de Tefé, lembrado pelo presidente Lula no programa de rádio em que fala de projetos e ações do governo. Hoje, o transporte de carga é feito pelo navio da Marinha Ary Rongel. Toda a logística brasileira no continente antártico é de responsabilidade da Marinha do Brasil. Os pesquisadores são levados até a Antártica no avião Hércules da Força Aérea Brasileira (FAB)

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