Há um único nome maranhense em destaque no Dicionário Brasileiro da Corrupção: o de Roseana Sarney. A notícia relatada vem de março de 2002, quase sete meses antes da eleição presidencial, quando a Polícia Federal entrou no escritório da Lunus, de propriedade de Roseana e Jorge Murad, confiscou documentos e apreendeu nada menos que 26.800 notas de 50 reais. O DBC trata apenas de casos noticiados nacionalmente. Por isso que esta é a única notícia relativa aos Sarney. Além disso, foi o episódio Lunus que impediu que mais uma vez a lama do Maranhão subisse a rampa do Planalto.
Repetimos: o nome de Roseana é o único em destaque no Dicionário Brasileiro da Corrupção. Decorem isto e vão entender porque nos vergastaram de forma tão furibunda por conta da posição assumida com relação ao rompimento da adutora do Italuis.
Notórios organizadores da difamação e mais uma vez utilizando-se de uma linguagem chula, digna dos esgotos em que habitam, nos taxaram de mercenários e bandidos da mídia.
Somos nós os bandidos da mídia, mas eles é que mantêm relações incestuosas com o inventor do trabalho escravo no Maranhão, o senhor Inocêncio de Oliveira; somos nós os bandidos, mas eles é que defenderam o verdadeiro atentado à soberania da Nação que foi o Acordo Brasil/EUA na Base de Alcântara, apenas para garantir espaço junto aos cânones da Ditadura Militar; somos nós os bandidos, mas eles é que compraram o PTB do Maranhão para o gangster Roberto Jefferson; somos nós os bandidos, mas Roseana é quem usa cartão sem limite de banqueiro preso como ladrão; somos nós os bandidos, mas eles é que andam de braços dados com Jader Barbalho, aquele que conseguiu enfiar parte da Sudam inteira no próprio bolso e a outra parte no bolso de José Sarney.
Chamam-nos de bandidos da mídia, mas eles é que gastaram tinta, papel, conhaque francês, tira gosto e muito dinheiro para defender o ex-presidente corrupto do Senado, Renan Calheiros.
Se mercenários somos, não foi o Jornal Pequeno que, escudado em governos corruptos como o de Roseana, torrou durante décadas seguidas o dinheiro do Estado em contratos milionários, suspeitos e outros indubitavelmente criminosos; não foi do Jornal Pequeno que o senhor Fernando Sarney sacou 3,5 milhões de reais às vésperas de uma eleição disputada pela própria irmã, deixando marcas rastreáveis de Crime Contra o Sistema Financeiro, conforme investigação da Polícia Federal. Foi do Sistema Mirante de Comunicação.
Ninguém do Jornal Pequeno tem nome aureolado no Dicionário Brasileiro da Corrupção; ninguém do Jornal Pequeno é proprietário de cassinos em Las Vegas, tal como denunciou tantas vezes o deputado Mauro Bezerra, falecido recentemente. Não podemos, portanto, descer aos esgotos onde eles tomam banho.
Só quisemos mostrar que o engenheiro Rubem Brito não saiu de casa para furar a adutora da Caema, conforme eles quiseram fazer crer à população, forçando a politização de um acidente que poderia ocorrer em qualquer Governo, em qualquer lugar e a qualquer hora, como, aliás, ocorre em todas as adutoras do mundo.
O ódio deles contra nós é o ódio de quem se debate entre uma dúvida e uma verdade: a de que, como sempre viveram de vender a própria honra, estão furiosos da vida agora que não acham nem sequer quem queira comprá-los. Não passam de mercadoria estragada.