São Paulo - Parentes e amigos das 199 pessoas que morreram no acidente com o avião da TAM, em julho do ano passado, protestaram ontem em São Paulo contra a demora na conclusão das investigações e por mais segurança nos aeroportos.
Cerca de 450 pessoas, pelos cálculos da Polícia Militar, vestiram roupas pretas em sinal de luto e percorreram quatro quilômetros, numa passeata, entre o parque do Ibirapuera e o local do acidente, em frente ao aeroporto de Congonhas.
Pela primeira vez, parentes e amigos das vítimas entraram no local onde funcionava o prédio da TAM Express atingido pelo avião. Por causa da colisão e do incêndio que se seguiu, morreram funcionários do prédio e os passageiros. O quarteirão onde ficava o prédio está cercado por tapumes. Ali dentro não há praticamente nada. Muitos choraram e se abraçaram assim que entraram ontem no terreno.
Uma cerimônia foi celebrada por líderes religiosos, em memória dos mortos. “Até agora, o que se ouviram foram frases de efeito e promessas’’, disse, sob aplausos, um pastor luterano. Durante os 60 minutos da celebração ecumênica, os parentes e amigos das vítimas viram passar sobre suas cabeças sete aviões da TAM, decolando de Congonhas, no outro lado da avenida, ou aterrissando. Dez familiares serão recebidos no dia 28 pelo ministro Nelson Jobim, da Defesa - ministério ao qual estão ligadas as entidades do tráfego aéreo.