Brasília - O deputado Luiz Carlos Hauly (PR) fez duras críticas ao uso dos cartões corporativos por integrantes do PT ligados à Executiva da legenda e ocupantes de cargos de confiança da gestão Lula. De acordo com informações publicadas no jornal Folha de S. Paulo, dirigentes estaduais do partido, incluindo três tesoureiros, realizaram saques que somam mais de R$ 700 mil com cartões do governo entre 2005 e 2007.
Na avaliação de Hauly, a simples suposição de que um grupo de pessoas possa utilizar recursos públicos para fins pessoais já é um “absurdo”. “Agora saber que esse mesmo grupo faz uma farra com o dinheiro do erário é intolerável, uma vez que comprova o amplo uso da máquina pública pelo Partido dos Trabalhadores”, destacou.
Para o parlamentar, o Planalto está expandindo a dilapidação do patrimônio da União aos companheiros petistas até mesmo de fora do governo. “Trata-se de um assalto aos cofres públicos. Resta saber quem está autorizando mais esse abuso. Se isso for comprovado, os gastos com cartões corporativos podem extrapolar a simples má administração de verbas do governo. Isso já é formação de quadrilha”, condenou.
Segundo o deputado Bruno Rodrigues (PE), o aparelhamento do Estado por parte dos petistas não é nenhuma novidade para o povo brasileiro. “No entanto, a sociedade acreditava que o máximo que os petistas podiam fazer era nomear filiados para aumentar a renda partidária com os dízimos conseguidos com renda proporcionada por empregos dentro do Executivo. Porém, os integrantes do Planalto acabaram inovando”, afirmou o tucano, para quem o uso dos recursos públicos ficou muito mais escrachado.
Já para o deputado Duarte Nogueira (SP), esse é um fato gravíssimo que precisa ser devidamente investigado pelas autoridades competentes. “Se ficar provado que os tesoureiros do PT de fato fizeram uso de verbas da União para atender a interesses partidários e pessoais é no mínimo estarrecedor para qualquer pessoa de bom senso”, concluiu.