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Oposição quer cargo de comando na CPI dos cartões corporativos

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Data de Publicação: 18 de fevereiro de 2008
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Brasília - O presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), disse ontem que a oposição vai disputar um cargo de comando na CPI mista que vai investigar o uso dos cartões corporativos do governo federal. “A oposição vai insistir no entendimento para o comando da CPI”, disse Guerra, durante o I Encontro de Vereadores do PSDB, em São Paulo. Segundo ele, se a base governista não ceder a presidência ou a relatoria, a oposição vai instalar uma CPI formada só por senadores. “Se o governo não tiver juízo e ficar contra tudo e todos, a gente pode pedir uma CPI no Senado”, avisou o tucano.

Os argumentos de Guerra foram endossados pelos líderes do partido no Senado, Arthur Virgílio (AM), e na Câmara, José Aníbal (SP). “Se os governistas insistirem em jogar as investigações para debaixo do tapete, vamos obstruir as votações e abrir uma CPI só no Senado. Se não, eles vão acabar fazendo churrasco na CPI”, ironizou Virgílio.

Na opinião do senador amazonense, a insistência dos governistas de controlar a CPI criará uma situação desconfortável no Congresso. Ele afirmou ainda que o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB/RR), e o presidente da Casa, Garibaldi Alves (PMDB/RN), sabem que isso provocará prejuízo ao Parlamento e mal estar nas votações.

O líder do PSDB na Câmara, José Aníbal (SP), também condenou a intransigência dos aliados do Planalto. “Se não houver entendimento, a oposição vai buscar outros caminhos: uma CPI só no Senado ou só na Câmara.”, assinalou.

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