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Corpo de maranhense ainda não foi trasladado da Guiana

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Data de Publicação: 17 de fevereiro de 2008
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POR OSWALDO VIVIANI

GARIMPEIRO TEVE OS OLHOS RETIRADOS

Família precisa juntar R$ 6 mil para transportar o corpo de Caiena ao MA

Familiares e amigos do maranhense Maílson Castro Dourado, de 23 anos, encontrado morto e sem os olhos num presídio da Guiana Francesa, ainda lutam para trasladar seu corpo para o Maranhão.

Raimundo (esq.) luta para trazer para casa o corpo do filho Maílson (dir.)

Na sexta-feira, o pai do jovem, Raimundo Dourado, informou que conseguiu, junto ao Hospital Madalena, em Caiena, onde o corpo se encontra, uma redução do valor inicialmente cobrado pela instituição, de 11 mil euros (cerca de R$ 30 mil), para transportar o corpo de Maílson até a fronteira com o Brasil, no Oiapoque. Mesmo assim, o dinheiro do qual a família terá de dispor não é pouco: 2.570 euros (perto de R$ 6 mil).

A família está buscando os recursos com amigos ou qualquer pessoa que esteja interessada em ajudar (veja telefones de contato no final do texto). O sub-comandante do Corpo de Bombeiros do Maranhão, Eriberto Mendes, já declarou que a corporação garante o traslado a partir do momento em que o corpo estiver no lado brasileiro.

Aventura com desfecho trágico – A morte de Maílson Dourado, em condições ainda não totalmente esclarecidas, significou o desfecho trágico de uma aventura iniciada em maio do ano passado, quando o rapaz saiu de sua cidade natal, Palmeirândia (a 326 km de São Luís, na Baixada Maranhense), para tentar a sorte num garimpo da Guiana Francesa.

Acompanhado de outros maranhenses, Maílson foi parar na localidade de Santo Ely, nas proximidades da capital, Caiena. No entanto, depois de passar quase sete meses em Santo Ely, vivendo uma rotina de privações e já com graves problemas de saúde – o jovem apresentava inchaço nas pernas e anemia, com suspeita de haver contraído malária –, Maílson decidiu retornar para o Brasil.

Ao aproximar-se da cidade de Caiena, a van que conduzia Maílson e outros garimpeiros foi abordada por policiais federais, que deram voz de prisão ao grupo e o conduziu para a Penitenciária Rio Xingu. A polícia alegou que os brasileiros estavam em situação irregular no país.

Inconformado com a falta de notícias sobre o paradeiro do filho, Raimundo Dourado resolveu partir, no início deste ano, para a Guiana Francesa, onde, depois de muita procura, foi informado de que o rapaz estava morto e seu corpo encontrava-se no Hospital Madalena, em Caiena. Chegando lá, Raimundo constatou que se tratava realmente de Mailson. No entanto, para sua surpresa, o corpo estava sem os olhos.

O pai de Mailson Dourado teve conhecimento de que o filho havia chegado sem vida ao hospital e foi informado ainda, que a possível causa da morte seria um ataque cardíaco. A revelação foi feita por uma pessoa que trabalha no hospital e fez o atendimento de Mailson, no dia 13 de novembro de 2007, por volta das 6h30.

Quem quiser ajudar a família do garimpeiro, pode entrar em contato por meio de um dos seguintes telefones: (98) 3236 6088 / (98) 9616 5591 / (98) 9612 1062 / (98) 8136 5072 e (98) 3383 1830.

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