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Data de Publicação: 17 de fevereiro de 2008
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Por Waldemar Terr (Repórter de Política)

wter@uol.com.br - wter.blog.uol.com.br

Presidente do PR de São Luís afirma que partido se prepara para disputar as eleições

O presidente do Partido da República (PR) em São Luís, o ex-deputado federal João Rebelo, diz que a legenda está se preparando para disputar as eleições municipais de outubro. Ele explica que o partido nasceu da fusão do antigo PL com o Prona, no começo do ano passado, e que agora vai enfrentar pela primeira vez as urnas, com o número 22. “O PR com essa sigla vai disputar a primeira eleição no Brasil, mas ao haver a fusão o nosso partido conseguiu manter todos os parlamentares que anteriormente pertenciam ao PL e ao Prona, mantendo a bancada federal e todos os ministros”, explica Rebelo.

De acordo com o presidente do PR, a preocupação do momento é divulgar as propostas do partido, “uma vez que ele está bem estruturado no âmbito de São Luís e deve disputar eleições em 56 prefeituras no interior, mas o trabalho mais bem estruturado é na capital, onde sou o presidente municipal e o presidente nacional é o Dr. Sérgio Tamer, que é um maranhense muito conhecido na área política, e que foi presidente do extinto PL por muito tempo. Estamos trabalhando juntos e temos hoje um numero significativo de pretendentes a candidatos a vereador, exatamente 81 pré-candidatos”.

Foto:FABRÍCIO CUNHA
João Rebelo diz que preocupação principal

do PR é divulgar suas propostas

João Rebelo, que é também chefe da Assessoria Especial da Prefeitura de São Luís, conta que o partido está reunindo os pré-candidatos para detectar quais os que possuem melhor potencial e viabilidade eleitoral, “com possibilidade de disputar com chances de fazermos uma boa bancada”. A próxima reunião será no dia 15 de março e ele anuncia que em relação à eleição de prefeito a legenda também ainda está avaliando se vai disputar coligada ou com candidato próprio.

A seguir a entrevista.

Jornal Pequeno – Quem é o PR?

João Rebelo – O PR é o Partido da República que tem número 22 e nasceu da fusão do antigo PL com o Prona, no começo do ano passado. O PR, com essa sigla, vai disputar agora a primeira eleição no Brasil, mas, ao haver a fusão, ele conseguiu manter todos os parlamentares que anteriormente que pertenciam ao PL e ao Prona, mantendo a bancada federal e todos os ministros. Por tanto, temos uma bancada forte em Brasília.

JP – Tem senadores?

JR – Temos. Inclusive um dos senadores é o ministro dos Transportes, que foi prefeito de Manaus, o Alfredo Nascimento.

JP – O que está sendo feito para divulgar o partido?

JR – Esta é a nossa preocupação do momento, uma vez que a legenda está bem estruturada no âmbito de São Luís e deve disputar eleições em 56 prefeituras no interior, mas o trabalho mais bem estruturado é na capital, onde sou presidente municipal e o presidente nacional é o Dr. Sérgio Tamer, que é um maranhense muito conhecido na área política e que foi presidente do extinto PL por muito tempo. Estamos trabalhando juntos e temos hoje um numero significativo de pretendentes a candidatos a vereador, exatamente 81 pré-candidatos.

JP – Já está sendo discutido quem serão os candidatos?

JR – Estamos nos reunindo com os pré-candidatos para fazer um trabalho para detectarmos quais os com melhor potencial eleitoral e viabilidade eleitoral, com possibilidade de fazermos uma boa bancada. Estes critérios, já estão sendo discutidos com os próprios candidatos, já nos reunimos por duas vezes e vamos nos reunir pela terceira vez no dia 15 de março, na Federação dos Trabalhadores da Indústria. Enfim, o núcleo do partido está estruturado, mas como se trata ainda de um partido novo, que ainda não disputou eleição, nossa preocupação nesse momento é jogar no seio da comunidade da sociedade o nome dele, uma vez que tem uma estrutura organizacional que considero boa e está lutando para se apresentar com bom discurso na próxima eleição.

JP – O que o PR defende em termos gerais?

JR – Em termos de Brasil, a nossa bandeira principal é o imposto único ou pelo menos a redução da parafernália de impostos. Defende também a tese de que a educação deve ser voltada para a preparação de mão de obra. Ou seja, os cursos de segundo grau têm que ter a titularização de pré-profissionalização. Não basta ampliar as escolas, elas devem ter uma terminalidade. São dois grandes pontos que defendemos a nível nacional, que evidentemente se rebatem no âmbito municipal.

JP – O que defende mais no âmbito municipal?

JR – A nossa principal bandeira visa ampliar a oferta de emprego e renda, porque esse é o grande problema do Brasil, e principalmente dos municípios. Isso se responde com duas coisas: educação e programas de desenvolvimento. É uma questão fundamental e precisam desses dois grandes pontos, principalmente com investimentos na educação, na linha de formação de mão de obra, e de programas e projetos de desenvolvimento.

JP – Como andam as novas filiações?

JR – Vamos fazer uma campanha de filiações setorizadas, uma filiação utilizando o contato que temos com o movimento evangélico de São Luís, com a meta de filiar cem pastores, e vamos filiar o que pudermos de jovens e também na área feminina vamos fazer outro movimento de filiação. Nossa preocupação maior não é filiar, mas convencer os diversos segmentos da sociedade a incorporar em suas decisões eleitorais as propostas do PR.

JP – O senhor falou das pretensões para as eleições para a Câmara Municipal. E para prefeito de São Luís, como fica?

JR – A recomendação nacional do partido é no sentido de sempre que possível lançar candidatura própria, ou formar alianças principalmente nas grandes cidades. Em São Luís, estamos trabalhando nestas duas vertentes, mas no momento estamos fazendo parte da base de sustentação do prefeito Tadeu Palácio. Temos um representante na Câmara, que é o vereador Jota Pinto, um aliado da atual administração na Câmara Municipal, onde inclusive é vice-líder do governo.

JP – Esta questão será definida só mais para frente?

JR – Concretamente, esta questão só será realmente definida mais para frente. Não demoraremos a nos sentar à mesa para definir esta questão, mas em princípio vamos ouvir as propostas que vêm por aí dos possíveis candidatos que vão aparecer na base de sustentação do prefeito. Agora o partido, na outra linha que é recomendada pelo nacional, de lançar candidatura própria, temos nomes, inclusive, em condições de apresentar, como o do presidente nacional do partido, o próprio vereador Jota Pinto, o professor Oduvaldo, nome conhecido em São Luís e que já foi do PT. Dentro do partido temos também vários profissionais, médicos, engenheiros, muita gente que pode disputar ou participar de uma chapa de prefeito de São Luís, com condições de apoiar um candidato de qualidade.

JP – Qual o período para convenções?

JR – O último período de convenções é o mês de junho, três meses antes das eleições, como determina a legislação eleitoral.

JP – Como o senhor está analisando este período de pré-campanha: ele tende a esquentar muito?

JR – Tudo depende das organizações políticas que vão se montar contando com as lideranças que temos hoje nas figuras do governador e do prefeito. Se elas se juntarem em torno de um só candidato, acredito que será uma eleição com um grau de tranqüilidade, se evidentemente também escolherem um candidato em condições de penetração no eleitorado. O Imparcial fez uma pesquisa preocupante, na qual só tinha um nome lá em cima, que é o Dr. João Castelo, e os outros ficaram num nível muito baixo. Aí preocupa porque não têm lideranças capazes da gente fazer uma seleção, mas continuamos esperando novos desdobramentos ou novos dados, e principalmente está próximo dos verdadeiros pretendentes a candidato se apresentarem, porque eles vão ter que sair dos seus cargos públicos, se desincompatibilizar, para a gente se posicionar.

JP – Para ver quem é quem?

JR – Para ver quem é quem.

JP – O fato de a eleição ser em dois turnos não dificultará uma possível unidade, já que na base do governador e do prefeito existem vários pretendentes?

JR – Com certeza. Por isso é que eu digo que dependendo do grau de envolvimento do governador e do prefeito, na definição destas forças, para se dizer se terá um segundo turno brigado ou expectativa de segundo turno, ou quem sabe, matar a parada no primeiro turno. Se o governador abrir mão das composições, e também o prefeito não definir uma candidatura própria, certamente joga tudo para o segundo turno. Mas se os dois se juntarem e indicarem uma liderança razoável dá para ganhar até no primeiro turno.

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