Documentos inéditos da polícia e do Exército do Uruguai comprovam que o presidente João Goulart (1918-1976) era vigiado no exílio por ser considerado “subversivo”, informou ontem reportagem publicada na Folha de S. Paulo.
Segundo a reportagem, em documento do Departamento de Inteligência do Exército, o primeiro do governo uruguaio a vir à tona, Jango aparece em lista com outros seis brasileiros por “estar comprometido com a subversão”.
Abaixo dos nomes, há uma ordem para que “se tenha conhecimento das atividades das pessoas mencionadas”. A Folha informa que há também o relato de uma reunião entre Jango, o então senador do Uruguai Zelmar Michelini (1924-1976), e o ex-presidente da Bolívia Juan José Torres (1921-1976).
O encontro em Buenos Aires demonstra que havia troca de informações entre os governos sul-americanos, pois são narradas viagens de Jango à Argentina.