POR JULLY CAMILO
O líder comunitário Filomeno Ricardino dos Santos, conhecido como “Louro”, esteve ontem no JP para esclarecer alguns pontos sobre matéria publicada em 14.02.07, quinta-feira (“Sem-teto se preparam para ocupar área vizinha à Uema”).
De acordo com “Louro”, não é intenção do pessoal que está se cadastrando numa barraca com teto de lona armada nas cercanias da Universidade Estadual do Maranhão (Uema) ocupar nenhum terreno próximo daquela instituição de ensino.
“Nós queremos ser assentados em qualquer área da cidade. Ali apenas foi montada a barraca para fazermos o cadastramento”. “Louro” também esclareceu que não se trata de realizar nenhuma invasão e sim assentamentos regularizados.
Outro aspecto que o líder comunitário fez questão de explicar foi em relação à cobrança de R$ 10 por pessoa cadastrada. “Não cobramos nada e nenhum dos líderes arrecada dinheiro”, afirmou. “O que há é que algumas pessoas, por iniciativa própria, arrecadam algum dinheiro para comprar a comida que é feita no local”, afirmou.
Filomeno também disse que a barraca com teto de lona foi montada perto da Uema com autorização da Semurh (antiga Semthurb).
Segundo o outro líder do movimento social, Emerson Cabral, o intuito dos populares amotinados nas proximidades da Uema é negociar com o governo do estado para que seja providenciado o assentamento das 1.500 famílias no prazo de 90 dias.
“Já estamos aqui há 15 dias e nunca foi nossa intenção invadir terreno ou propriedades alheias, queremos apenas um teto apara brigar nossas famílias. Pois aqui existem pessoas que foram despejadas, outras que estão desempregadas, ou morando de aluguel e até agregados, temos aqui. Além das dezenas de crianças e não podemos ficar ao relento”, declarou.
Os manifestantes enfatizaram que vão permanecer onde estão com o movimento pacífico, até que alguma providencia seja tomada pelas autoridades competentes.