A Superintendência de Programas Especiais (Nepe), ligada à Secretaria Estadual da Agricultura, realizou esta semana o I Encontro entre Representantes dos Grupos Especiais, que inclui índios, negros, mulheres, pescadores e jovens que estudam seguindo a metodologia da Pedagogia da Alternância, e monitores do Nepe.
Na reunião foi feito um balanço das ações realizadas entre os beneficiados do Programa de Desenvolvimento Integrado do Maranhão (Prodim) e o Nepe, e o planejamento do trabalho para os próximos meses. A Secretaria Estadual da Agricultura, através do Nepe, pretende liberar este ano 80 projetos para os grupos especiais da população.
O encontro contou com a participação de entidades representativas dos grupos especiais, como o Movimento Interestadual das Quebradeiras de Coco Babaçu (MIQCB); Associação das áreas de Assentamento do Estado do Maranhão (Assema); Associação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas do Maranhão (Aconeruc); União das Escolas Famílias Agrícolas do Maranhão (Uaefama); Associação das Casas Famílias Rurais (Arcafar) e Tijupá.
Por unanimidade, as entidades solicitaram a continuidade da parceria entre o Nepe e os grupos especiais, a realização de cursos de capacitação para os beneficiários, o monitoramento dos projetos executados, assistência técnica e a legitimação das demandas apresentadas.
Para a superintendente do Núcleo de Programas Especiais, Regina Lourdes Lopes, a idéia é fazer com que as organizações envolvidas com as comunidades rurais possam se integrar com o Nepe. Ano passado, cerca de 400 projetos foi liberados para a redução de combate à pobreza no campo, fruto da expectativa dessas comunidades.
“Vamos tentar repetir o sucesso do ano passado, quando resolvemos socializar com os trabalhadores rurais a expectativa deles em relação aos benefícios recebidos”, relatou a superintendente.
Os representantes dos grupos especiais vêem a Secretaria Estadual da Agricultura como uma aliada. Para um dos colaboradores da Assema, Ronaldo Carneiro de Souza, a nova forma de ver o agricultor familiar é mais que inclusão social. “O que o secretário, Domingos Paz, e a superintendente, Regina Lopes, vêm fazendo pela agricultura familiar é algo inovador e de total respeito aos produtores rurais. E o fato de terem dado essa abertura para esses segmentos da sociedade que estavam esquecidos está sendo um grande avanço para a agricultura do Maranhão”, comentou Souza.
O coordenador do Prodim, Antônio José Castro Ramos, entende que essa parceria é uma estratégia que deu certo e, portanto deve ter continuidade. “No ano de 2007, quando foi realizado o primeiro encontro com os representantes dos grupos especiais, nós não tínhamos a dimensão de que esta união iria dar certo. Hoje, vemos que ela só está se fortalecendo e os resultados vão ser ainda maiores”.
Dando continuidade à política do governador Jackson Lago, o secretário estadual da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural, Domingos Albuquerque Paz, disponibilizou três técnicos do Nepe para trabalhar diretamente com esses grupos durante todo o ano de 2008. O Maranhão tem R$ 180 milhões disponibilizados para o combate à pobreza. Este é um recurso do Fundo Maranhense de Combate à Pobreza (Fumacop). Deste montante, R$ 39 milhões vão ser repassados para a Secretaria Estadual da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seagro).