Nas avenidas 1 e 2, na Cidade Olímpica, os moradores sem água tratada vivem sob o risco de contrair doenças. Nos dois lados das avenidas, as valas abertas para decorrência da instalação de tubulação de água estão se deteriorando, situação que se agrava ainda mais com a chegada das chuvas.
A água acumulada nessas valas põe a população em perigo constante. Já foram registrados casos de diarréia em adultos e crianças da área. Os moradores dizem que a paralisação das obras de instalação do sistema de abastecimento de água é responsável pelos prejuízos ocorridos no bairro.

Segundo eles, a rede de água deveria ter sido concluída em maio de 2007, mas até agora está inacabada. Depois disso, a Prefeitura já teria anunciado a conclusão dos trabalhos para julho do mesmo ano; em seguida, para outubro, mas não cumpriu nenhum dos prazos.
Segundo Rogério Matos, um dos moradores da Avenida 1, a Cidade Olímpica está há mais de 10 anos sem água. “O pouco que temos foi conseguido com a construção de poços artesianos, feitos por nós mesmos”, disse ele.
Conforme o morador, o problema da falta d’água no bairro não pode ser resolvido só pela população. “Nós cavamos os poços, mas isso não resolve a situação”.
Rogério afirmou que a água que vem dos poços não é tratada – fato que pode ser a causa dos inúmeros casos de diarréia que vêm sendo registrados na Cidade Olímpica.
Em abril – De acordo com o secretário de Obras e Serviços Públicos de São Luís, Carlos Rogério, o sistema de abastecimento de água da Cidade Olímpica será inaugurado em abril próximo.
“Estamos em fase de finalização dos trabalhos e já entramos na parte de pré-operação do sistema; ou seja, colocando os poços para funcionar e fazendo os ajustes necessários, até que possam ser inaugurados e passem a atender mais de 50 mil moradores da área”, afirmou o secretário.
Ao todo, o sistema de abastecimento é composto por cinco poços artesianos, cada um deles equipado com uma bomba com capacidade para 80 mil litros/hora e profundidade de 150 metros.
A rede de abastecimento está sendo construída pela Prefeitura, em parceria com a Plan International e convênio com a Fundação Nacional de Saúde (Funasa). A construção do sistema está sendo feita pela Secretaria Municipal de Obras e Serviços Urbanos.
(Da Redação)