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Editorial
Falta vergonha, sobra ódio

Falta vergonha, sobra ódio

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Data de Publicação: 15 de fevereiro de 2008
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O Sistema Mirante de Comunicação tenta, de todas as formas, politizar o rompimento de uma adutora do Sistema Italuis na BR 135 que está deixando sem água vários bairros da capital.

Um incidente comum, que ocorre em todos os lugares do mundo, serve de mote aos pregoeiros da catástrofe que se alimentam dos infortúnios do povo. Inopinadamente eles descobrem que o rompimento de uma adutora que foi construída nos anos 80 é responsabilidade da atual gestão da Caema, estatal presidida pelo ex-deputado e engenheiro Rubem Brito.

Mas a culpa que eles vêem em Rubem Brito tem outro nome, outras origens, e diz muito mais respeito às constantes denúncias do então parlamentar com relação às falcatruas cometidas pelo esquema Sarney que a adutoras que se rebentam. Da mesma forma que Rubem Brito, Jackson Lago e outros concorreram para rebentar a hegemonia política do clã Sarney no Maranhão. Uma luta que, por sinal, durou décadas.

Especialistas em deturpar situações factuais, de formas a auferir dividendos políticos, esquecem que Roseana Sarney passou oito anos no Governo sem mover um dedo para sanar a situação da Companhia de Águas e Esgotos do Maranhão. Pelo contrário, o que fizeram foi emprenhar a Caema com uma negociata que só beneficiou grupos econômicos baianos ligados ao senador Antônio Carlos Magalhães, o Toninho Malvadeza, quando Roseana sonhava ser presidente da República e o país ainda não tinha tomado conhecimento de uma arapuca financeira chamada Lunus.

Nenhuma dúvida de que o governo Roseana Sarney é responsável também pela situação da Caema nestes anos todos. Afinal de contas, ela faz parte de um grupo político que conseguiu liquidar muita coisa no Maranhão. Somente na gestão dela podemos citar o Banco do Estado do Maranhão e o Sistema Estadual de Agricultura, dentre outros.

Irrelevante, portanto, a opinião emitida ontem pelo jornal dos Sarney, posto que se um incidente provocou a falta d'água em São Luís por um ou dois dias, nas gestões dos acusadores faltou água, sobrou ódio, faltou honestidade e sobrou falta de vergonha em episódios tais como o já supra citado caso Lunus.

Lamentamos, evidentemente, os transtornos que o rompimento da adutora causou à população, mas temos certeza de que esse malfadado grupo político está exultando com a situação, da mesma forma que ficam felizes quando pessoas são assaltadas e/ou assassinadas em São Luís, porque isso lhes dá a oportunidade de vergastar a secretária de Segurança. Só o que lhes importa é ter material para alimentar o inconformismo com uma derrota eleitoral, que, pela vontade absoluta e soberana do povo, repetir-se-á em muitos anos.

Qualquer um que os leia dizendo que administrar a Caema é uma tarefa que só pode ser coordenada por gestores competentes e comprometidos e não por políticos derrotados, arrogantes e cheios de ranço saberá que estão olhando para o próprio umbigo. A derrota de Roseana, a arrogância de pensarem que podem mexer no secretariado de Jackson Lago e o ranço que Sarney dedica à população maranhense são verdades cristalinas e indesmentíveis da luta política que se trava no Maranhão.

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