A CPI do Grampo poderá convocar o ministro Tarso Genro (Justiça), o diretor-geral da Abin (Agência Brasileira de Inteligência), Paulo Lacerda, e o secretário Nacional de Segurança Pública, Antônio Carlos Biscaia, para prestar depoimento. A comissão foi instalada ontem para investigar o uso de escutas telefônicas clandestinas no gabinete dos ministros do STF (Supremo Tribunal Federal). Na sessão de amanhã, a comissão vai decidir se eles serão convocados.
A CPI foi criada após reportagem publicada pela revista “Veja” em agosto de 2007 que afirmava que havia escutas telefônicas monitorando ministros do STF. Segundo a reportagem, o grampo teria sido executado ilegalmente “pela banda podre” da Polícia Federal. Na ocasião, o Tarso Genro negou a participação de agentes da PF no suposto grampo. A reportagem afirmava ainda que pelo menos cinco ministros do STF e Sepúlveda Pertence, que se aposentou, se sentem ou já se sentiram monitorados por escutas clandestinas. São eles: Marco Aurélio Mello, Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cezar Peluso e Carlos Ayres Britto.