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PolíciaTenente envolvido na morte de Gerô será interrogado no Fórum

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14 de fevereiro de 2008
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O tenente Carlos Alessandro, um dos cinco denunciados pelo Ministério Público como implicados na morte do cantor e compositor Jeremias Pereira da Silva, o Gerô, será interrogado hoje, às 15h30, pelo juiz da 7ª Vara Criminal, José Luis Almeida. Esta será a primeira audiência de instrução do oficial da Polícia Militar, denunciado por prática omissiva em crime de tortura.

De acordo com o Ministério Público, que acompanhará o interrogatório no Fórum do Calhau, a denúncia contra o tenente é posterior aos demais processos, instaurados logo após a morte do cantor. Os assistentes da Promotoria Pública, os advogados Carlos Antônio Sousa e Pedro Jarbas, participarão da audiência.

No final do ano passado, o tenente Carlos Alessandro foi afastado do Curso de Formação de Agentes da Polícia Federal, ministrado pela Academia Nacional de Polícia. O afastamento deu-se por iniciativa do advogado Carlos Antonio Sousa, e da Sociedade Maranhense de Direitos Humanos, que encaminharam ofício à Academia, dando conta da denúncia e do recebimento desta pela Justiça.

O habeas corpus do soldado Paulo Roberto, que se encontra preso, já foi remetido para o Superior Tribunal de Justiça. A procuradora federal Débora Macedo emitiu parecer desfavorável ao pleito do soldado, fazendo acentuar que a barbaridade com que foi cometido o crime não permite a concessão de liberdade provisória. Gerô foi espancado até a morte por policiais militares, no dia 22 de março passado.

Os três réus presos em flagrante, soldados Expedito e Paulo Roberto e o sargento Sérgio Mendes foram incursos em crime de tortura previsto na Lei n.º 9.455 de 7 de abril de 1997. Todo esse enquadramento legal significa que os três acusados constrangeram com violência física, causando sofrimento físico com o fim de obter confissão do suposto furto que teria sido cometido.

Dessa violência e do sofrimento resultou a morte de Gerô. O tenente Carlos Alessandro e o capitão Lenine também foram denunciados por omissão ante a conduta praticada pelos soldados Expedito e Paulo Roberto e pelo sargento Sérgio Henrique Mendes. Esses dois réus, Alessandro e Lenine, por serem agentes públicos, poderão ser condenados à pena de detenção, que varia de um a quatro anos.

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