Cartas ao Dr. Pêta(drpeta@box.elo.com.br)
Caro Dr. Pêta;
Gostaria de criticar a ação da Caema no fornecimento precário de água aqui na Vila Itamar. São várias interrupções de água; afinal de contas, eles não fabricam aviões, carros, nem sapato. A especialidade deles é distribuir água, e água com qualidade de distribuição, tambem. Portanto, a Caema está longe de ganhar uma nota 10 no quesito distribuição. Grato pela atenção.
(João Venâncio – São Luís MA)
Caro Dr. Pêta;
Venho aqui mostrar minha revolta pela falta de planejamento e vontade da Prefeitura de São Luís em relação a asfaltar novas vias de acesso desafogando o trânsito que está cada vez mais caótico. O atalho do Barramar até o Vinhais, passando pelo Altos do Calhau, seria muito importante para amenizar o tráfego na Avenida dos Holandeses. O engarrafamento é enorme do supermercado Maciel até o retorno do Calhau. No Planalto Cohatrac e Planalto Cohab também são uma via alternativa para ir ao Cohatrac, Cohab e Turu, e o que mais me intriga é que no Planalto Cohab moram dois vereadores. Se não cuidam de seus bairros, imagine como cuidam da cidade.
(Márcio André – Calhau)
Prezado Dr. Pêta;
Assisti a uma entrevista das delegadas de Pinheiro, Drª Adriana e Drª Laura, onde as mesmas se defendiam de denúncias escritas em um periódico local. Até aí, tudo bem. Mas o que me deixou meio desconfiado foi a forma com que as duas se referiram ao prefeito Filuca e a seu filho, Victor Mendes. Só faltaram dizer que um era Deus e o outro Jesus Cristo. Cadê a imparcialidade? Polícia e política não combinam. Talvez por isso é que cerca de 15 casos de homicídios e execuções não esclarecidos aqui em nossa cidade. Drª Eurídice, dê uma olhadinha pra Pinheiro, pois alguma coisa está errada por aqui.
(Gustavo Urbano Lopes – Pinheiro MA)
Olá, Dr. Pêta;
Até que o prefeito Tadeu ia bem, mas permitir que o Canindé liberasse o tráfego de microônibus no Centro - Rua do Sol -, aí já é demais. Aliás, será que a prefeitura possui algum profissional com conhecimentos de tráfego urbano? Sem novas vias e/ou reestruturação da malha viária da cidade, como suportar as centenas de veículos que todo mês são acrescidos à frota da capital? Sugiro que vocês do Jornal Pequeno sejam mais críticos com o prefeito e com o governador.
(José de Ribamar Rodrigues – São Luís MA)
Caro Dr. Pêta;
A revista britânica “The Economist” destacou em reportagem, essa semana, que o Brasil está se tornando uma referência mundial no combate à miséria, graças ao programa “Bolsa-Família”, que está servindo de inspiração para a criação de programas semelhantes em diversos países, especialmente na nossa sofrida América Latina.
Mas o Brasil ainda tem condições de avançar muito no combate às desigualdades sociais e consolidar sua posição de destaque mundial nessa questão. Para tanto, é necessário que o “Bolsa-Família” seja utilizado, também, como instrumento inibidor do fluxo migratório que está causando problemas de infra-estrutura, danos ambientais e aumento de violência urbana e rural nas grandes cidades brasileiras e nas regiões de fronteira agrícola do nosso país.
Para tanto, bastaria que se elevasse o valor desse benefício que é pago nos municípios mais pobres do Brasil, aproximando-o do valor do salário mínimo.
Nos municípios que se situam numa posição intermediária entre os mais ricos e os mais pobres, o valor do “Bolsa-Família” poderia ser, por exemplo, de R$ 200,00, e nas capitais dos estados e municípios mais ricos, onde teoricamente haveria mais oportunidades de emprego e de geração de renda, o valor desse benefício continuaria a ser aquele que é pago atualmente.
Esse pagamento diferenciado do “Bolsa-Família” ativaria a economia das cidades mais pobres do país, permitindo que as pessoas se fixassem e vivessem com alguma dignidade nesses municípios, estancando o fluxo migratório e o inchaço populacional que se verifica nas grandes cidades e nas regiões de fronteira agríciola do país, com todos os problemas de infra-estrutura e de violência urbana e rural que esse fenômeno acarreta.
Não se trata, em hipótese alguma, de impor restrições ao direito de locomoção e à liberdade de escolha dos indivíduos, mas sim estabelecer condições menos adversas para que as pessoas possam escolher onde e como querem viver. Em vez da cerca construída pelo Governo Bush, na fronteira entre os Estados Unidos e o México, a medida que o Brasil pode adotar, nessa questão, parece ser muito mais evoluída e humanitária.
Por falar nisso, o que aconteceu com o compromisso do Dr. Jackson Lago, assumido durante a campanha para o segundo turno das eleições, de criar o “Bolsa-Dignidade” no Maranhão?
Atenciosamente,
Abimael Ferracinni.
escritor.
e-mail: abe.fer@bol.com.br
Nota do editor – As cartas e e-mails endereçados ao JP e ao Dr. Pêta devem conter nome, endereço e o telefone dos respectivos autores.
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