A linha editorial do jornal O Estado do Maranhão tem sido perturbada por tentativas inúteis de provocar cisões entre os gestores da administração Jackson Lago. De resto, isso atinge todo o cansativo Sistema Mirante de Comunicação, criado tão-somente para confundir a opinião pública e plantar boatos. Não tem dado certo, mas eles insistem com uma paciência de Jô.
A mais nova jogada do Sistema é antecipar todos os embates eleitorais possíveis, de formas a acirrar os ânimos entre as diversas facções políticas que naturalmente gravitam em torno de qualquer governo. E quando não existem candidatos eles inventam.
Assim, têm se esforçado muito para turbinar uma briga na base parlamentar do Governo por conta de uma eleição da Mesa Diretora da Assembléia que só acontecerá em 2009. Da mesma forma, insistem em contrapor candidatos de Jackson lago e candidatos de Tadeu Palácio à Prefeitura de São Luís, antecipando uma discussão que sequer tem razão de ser neste momento.
Alvo preferencial do Sistema Mirante, pelo fato de que julgam que a candidatura de seu marido foi, de certo modo, responsável pela derrota de Roseana, a secretária de Segurança Cidadã, Eurídice Vidigal, é perseguida sistematicamente pelos delírios patológicos da troupe de Sarney. Na última de suas infundadas pantomimas, inventaram que a pasta dela vai ser dividida em duas e que restará à secretária Eurídice administrar os presídios do Estado. Enquanto isso, nos bastidores, aumentam as suspeitas de que um dos objetivos da tentativa de dividir a Segurança Cidadã seria blindar um ex-secretário que estaria necessitando urgentemente de foro privilegiado.
Eles torcem e distorcem para que aconteçam roubos, assaltos, homicídios, pancadarias, envenenamento, suicídios, o que de pior houver com esse Estado que lhes permita azeitar a máquina de fuxicos chamada Sistema Mirante com uma alegada incompetência da Secretária de Segurança. Como sempre, são desmentidos pelos fatos. O Maranhão, entre 27 estados, é o 26 em níveis reais de violência no país.
Além disso, para usar a expressão popular, ‘rasgaram a boca’. Em seu discurso na reabertura dos trabalhos da Assembléia Legislativa, o governador Jackson Lago iniciou dizendo que o modelo de gestão da política pública de Segurança Cidadã implantado no Maranhão vem conquistando reconhecimento e apoio do Governo Federal. E cita, para corroborar suas palavras, dentre outras conquistas, a liberação de recursos para construção de unidades penitenciárias, a doação do Sistema Guardião de Inteligência, viatura e armamentos, inclusive não letais, capacitação em segurança comunitária de mil policiais e líderes comunitários e a presença de integrantes da Força Nacional.
Evidentemente não é o discurso de um governador que se sinta decepcionado com o auxiliar e pretenda afastá-lo do cargo. Mas isso também não é coisa que espante. A espinhosa missão dos escribas, blogueiros e boateiros do Sistema inclui, além de fabricar fuxicos, a derrubada de secretários. Se dependesse da língua mal cicatrizada deles, Lourenço Vieira da Silva, da Educação, já teria caído umas dez vezes; Edmundo Gomes, da Saúde, outras tantas, e Eurídice Vidigal sequer teria assumido o cargo. Já a acusaram de tudo, até de ser mulher.
A bem da verdade, estão gastando suor à-toa. A secretária Eurídice Vidigal está fazendo o trabalho que o Maranhão e o país esperavam dela.
O mais provável é que, diante de tantos insucessos, permaneçam eles, entretanto, orando, como Charles Beaudelaire, a seu Deus preferencial: “Ó tu, o anjo mais belo e também mais culto/ Deus que a sorte traiu e privou de seu culto/ tem piedade, ó Satã, deste ano de regime/ Ó príncipe do exílio a quem alguém fez mal/ enche o Maranhão de miséria/ enche ele, por favor, de crime”.