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Editorial
Do discurso de Jackson

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Data de Publicação: 13 de fevereiro de 2008
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Estabelecer o poder popular e montar as bases para a retomada da produção e do desenvolvimento”. Esta única frase, usada pela segunda vez pelo governador Jackson Lago na Assembléia, escancara o que foram todos estes anos do domínio sarneisista no Estado.

A democracia pressupõe o poder exercido pelo povo. Nós, entretanto, não vivemos essa obrigação constitucional durante muito tempo. O que se instalou aqui foi um regime de castas que sitiou o Maranhão, primeiro pelo coronelismo dos latifúndios e em seguida pelo coronelismo eletrônico de José Sarney.

Produção e desenvolvimento. Eles tiveram a cara de pau de liquidar com o sistema de agricultura de um Estado de vocação preliminarmente agrícola. Desenvolveram, no entanto, muita coisa: a ilha de Curupu, o Salangô, a estrada Arame-Paulo Ramos, o Banco do Estado do Maranhão, o Pólo de Confecções de Rosário, a Centrais Elétricas do Maranhão, a Lunus, a Sudam, se quisermos ficar apenas nas delinquências mais palpáveis.

Em um ano saímos do Maranhão que desabava para o Maranhão onde o Governo já iniciou a construção de mais de 5.400 casas e se prepara para construir milhares outras ainda este ano, com destaque para as 2.500 moradias e melhorias de outras 10 mil na margem esquerda do rio Anil, em São Luís, dentro do Projeto de Aceleração do Crescimento.

O Maranhão doente das ambulâncias buzinando nas estradas de terra em busca dos grandes centros já iniciou a construção do primeiro Socorrão Regional, em Presidente Dutra, e aguarda, convicto, por mais quatro hospitais regionais de urgência e emergência.

O Maranhão que antes dependia das decisões unilaterais do Primeiro Marido, caminha célere para a municipalização. Mais de 600 convênios com todos os municípios maranhenses foram assinados para investimentos nas áreas de saneamento e assistência técnica.

O Maranhão que se afogava em sujeira no período sarneysesco (olha o neologismo aí, gente!) ganha com o Projeto Rio Anil, além da construção e melhoria de unidades habitacionais, 25 km de estrutura básica (água, esgoto, aceso viário, drenagem pluvial, meio-fio, sarjeta e energia elétrica). Nada menos que 250 mil pessoas serão beneficiadas também com a construção de escolas, creches, quadras esportivas e teatros de arena.

O Maranhão que durante 40 anos só produziu medo e vergonha revitaliza seu sistema público de agricultura com assistência técnica a 128 mil agricultores através das Casas de Agricultura Familiar, além de entregar 1.700 habitações rurais, em parceria com o INCRA, nos diversos assentamentos e beneficiar 1.350 famílias com cadastramento, capacitação de produtores e extensão rural.

O Maranhão que Sarney, Roseana e companhia analfabetizaram construiu 112 novas escolas em apenas um ano ofertando mais de 600 mil matrículas. Foram entregues, ainda, 19 novas bibliotecas, 40 quadras poliesportivas, 550 laboratórios de informática e 396 de matemática e biologia. Esperem. Foram também reformadas 198 escolas da rede pública estadual, contratados 7.581 docentes e nomeados 504 educadores.

O Maranhão do crime organizado, das desovas, da explosão demográfica carcerária, da falta de policiamento ganhou a Secretaria de Estado de Segurança Cidadã, a primeira do Brasil, sob comando de Eurídice Vidigal. Com ela veio a modernização, a informatização tecnológica e o reequipamento de 150 unidades policiais. Além disso, foram ampliadas, reconstruídas e reformadas, 29 outras unidades. Esse novo modelo de gestão de segurança pública conquistou o reconhecimento e apoio do Governo Federal, que já disponibilizou recursos para reforma da Penitenciária de Pedrinhas e construção de três outras penitenciárias no Estado. Em um único ano este governo incorporou 1.000 novos policiais militares e treinou 500 novos policiais civis aprovados em concurso que em breve estarão exercendo suas funções. Isto significa um aumento de 15% no contingente da Polícia Militar e de 1/3 na Polícia Civil. A conseqüência maior desse novo modelo de gestão é que um Estado tido antes como violento foi parar no 26 lugar em termos de violência em todo o país.

O Maranhão que o grupo Sarney esburacou está ganhando 1.027 km de serviços de restauração e manutenção nas rodovias estaduais.

Tomem nota: mais um ano de governo e ninguém mais vai querer sequer ouvir falar no codinome Sarney por essas bandas.

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