O secretário de Estado do Meio Ambiente, Othelino Neto, anunciou na manhã de ontem, no município de Grajaú, o projeto de criação de uma nova Área de Preservação Ambiental (APA), no Estado, para proteger as nascentes dos rios Corda, Grajaú, Farinha e Mearim. O anúncio foi feito durante a Conferência Regional de Meio Ambiente, para os municípios integrantes da Região Central do Maranhão, que teve Grajaú como o município-sede do evento.

“Preservar estas nascentes é uma de nossas preocupações e está dentro do contexto desta conferência. Precisamos manter a integridade das unidades de preservação ambiental já existentes e criar novas APAs para termos áreas ambientalmente importantes protegidas pelo Estado e assim evitar que haja uma degradação ainda maior desses mananciais”, frisou Othelino Neto.
A Conferência Regional de Meio Ambiente do Centro Maranhense contou com a presença de aproximadamente 350 pessoas representantes das mais diversas entidades da sociedade civil organizada, autoridades eclesiásticas, professores, indígenas, indigenistas e da comunidade em geral. Esta foi a terceira da série de sete eventos que está sendo realizada pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente, juntamente com o Ibama, em parceria com diversas entidades sociais. Em Grajaú, a conferência contou com o apoio e articulação da prefeitura do município, por meio da Secretaria de Meio Ambiente e Turismo.
As conferências, cuja abordagem principal é “O Maranhão e as Mudanças Climáticas”, têm como objetivo promover discussão visando à construção participativa da gestão ambiental no Estado, assim como também apontar políticas públicas para o desenvolvimento sustentável e contribuir com a elaboração do Plano Nacional de Mudanças Climáticas, que está sendo planejado pelo Ministério do Meio Ambiente.
“As conferências nos possibilitam discutir a problemática ambiental do Maranhão por região. Nelas, podemos ouvir todos os setores da comunidade, levantar propostas, saber como a sociedade está pensando a questão ambiental no Estado e elencar aquilo que os maranhenses acreditam que deve ser adotado como política pública de meio ambiente”, disse Othelino Neto.