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Secretário de Meio ambiente ouve denúncias de líderes do Itaqui-Bacanga
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Secretário de Meio ambiente ouve denúncias de líderes do Itaqui-Bacanga

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Data de Publicação: 11 de fevereiro de 2008
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O secretário de Estado de Meio Ambiente e Recursos Naturais, Othelino Neto, participou, na manhã de ontem, de encontro com representantes de comunidades da área Itaqui-Bacanga. Os comunitários fizeram reivindicações, cobraram soluções e ouviram explicações sobre as diversas áreas de atuação da Secretaria de Meio Ambiente.

Acompanharam o secretário, José Amaro Nogueira, Superintendente de Recursos Hídricos; Charles Wagner, Superintendente de Gestão Florestal; Isabela Santana, Chefe da Assessoria de Planejamento; Luís Jorge Dias, técnico, representando o Superintendente de Desenvolvimento e Educação Ambiental, Inácio Amorim; José Viegas, do Departamento de Licenciamento e Fiscalização da Sema, dentre outros.

Othelino Neto reuniu-se ontem com lideranças comunitárias

O encontro, conforme informou José Paeta, presidente da Associação Comunitária Itaqui-Bacanga (ACIB), deu seqüência a uma reunião dos comunitários com o governador Jackson Lago, ocorrida no último dia 17 de janeiro. Othelino Neto abriu a reunião falando sobre situações objetivas em que a Secretaria evitou sérios problemas ambientais e se colocou à disposição dos comunitários para ouvir as inquietações e dúvidas da comunidade e até possíveis críticas à Secretaria.

Após ouvir as explicações dos técnicos da Sema sobre educação ambiental, licenciamento e fiscalização, monitoramento, poluição do ar e da água e saneamento básico, os representantes do Itaqui-Bacanga encaminharam suas reivindicações diretamente aos gestores estaduais do meio ambiente. Denunciaram a situação existente no Residencial Ana Jansen, onde observam a escavação exagerada de poços artesianos e até ações predatórias nas encostas e ataques aos manguezais; denunciaram poluição sonora na área, como a causada pelas festas do Clube Cabão e situações particulares de esgoto a céu aberto; desmatamento que estaria sendo promovido pela Universidade Federal do Maranhão nas cabeças dos rios e até a poluição sonora ocasionada pelos trens da Companhia Vale do Rio Doce, além de casos localizados de devastação. Nas questões que não são da alçada direta da Secretaria de Meio Ambiente, como a escavação de poços e a reciclagem do lixo, os técnicos da Secretaria se comprometeram a atuar como articuladores junto aos órgãos competentes.

O secretário Othelino Neto esclareceu na reunião que os problemas ambientais do Maranhão são bem maiores que nossa capacidade de resolvê-los. Segundo ele, não é possível esperar que a gestão do Dr. Jackson Lago resolva tudo, porque esse é um Estado onde o histórico do poder público é de ausência quase completa em relação ás questões ambientais. Entende Othelino que há uma mudança que ainda está em curso, já que a Secretaria de Meio Ambiente ficou tempo demais relegada à condição de mero departamento.

Conforme o secretário, o maior problema nessa área, no Maranhão, é a falta de saneamento ambiental que, inclusive, provoca doenças de pele e de respiração, dentre outras. Ele informou que o governador Jackson Lago está em busca de recursos para resolver a questão do saneamento. “Às vezes a simples fiscalização e o poder de polícia da Secretaria não bastam para resolver as situações que se apresentam”, disse. “Saneamento ambiental é uma questão de política pública geral”.

O líder comunitário José Gomes de Oliveira parabenizou a postura do Secretário de Meio Ambiente que, “além de participar pessoalmente da reunião, trouxe os principais membros de sua equipe para conversar com a comunidade”. Para Oliveira, a atuação da Secretaria de Meio Ambiente melhorou significativamente nos últimos seis anos. Ele revelou a esperança de que o Itaqui-Bacanga se transforme em município, pois vê naquela área a segunda maior cidade do Maranhão, com uma grande concentração de capital social. Oliveira entende que a Sema está fazendo a parte dela e convocou as lideranças presentes a participarem efetivamente do processo de recuperação da Bacia do Bacanga, um projeto que já faz parte dos planos do Governo.

O presidente da ACIB, José Paeta, acha que a principal questão a ser gerida na área Itaqui-Bacanga é a ausência quase total de esgotamento sanitário, reclamou da abertura de poços artesianos em troca de votos e convocou a comunidade para uma reunião no dia 23 com o governador do Estado. Encerrando sua participação, o secretário Othelino Neto reiterou que mais importante que o tamanho de sua equipe é a participação da sociedade denunciando os casos de agressões ao meio ambiente e se colocou à disposição de todos para articular soluções para as demandas que dependerem de outros órgãos do Estado.

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