A Justiça Federal de Goiás suspendeu um acordo entre o Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) e uma ONG que trabalha com capacitação de sem-terras, o que resultou no bloqueio de um repasse de R$ 1,7 milhão para a entidade. Segundo o Ministério Público Federal no Estado, o convênio é fraudulento. A Procuradoria diz que não se sabe qual foi o destino do dinheiro já repassado pelo Incra à ONG, o Instituto de Formação e Assessoria Sindical da Agricultura Familiar Sebastião Rosa da Paz.
O Ministério Público afirma que a quantia já repassada nunca apareceu na conta estabelecida no contrato. Também diz que não foi apresentado um plano de trabalho e que a sede apresentada no convênio não existe. A direção da ONG e o Incra negam irregularidades.
A liminar que suspendeu o convênio também determina o bloqueio da conta da entidade no Banco do Brasil enquanto o acordo for investigado. A ONG recebeu em 2007 R$ 4,6 milhões, segundo o Ministério Público. Pelo convênio, a instituição iria capacitar mais de 9.000 assentados pela reforma agrária por todo o país.