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GeralMesmo com crise financeira, comércio espera aumento de vendas neste Natal

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22 de dezembro de 2008
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O movimento nos shopping centers e nas feiras das grandes capitais ainda não registra retração neste mês, apesar do cenário de incertezas na economia, decorrente da crise financeira internacional. Ao contrário, o que o comércio espera, no final do mês, é um balanço com resultados positivos em comparação com o mesmo período do ano passado.

O impacto do pagamento do 13º salário a partir de novembro injetou na economia brasileira R$ 78 bilhões, o que, segundo o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), dá margem ao aumento de vendas. Em outubro, houve retração geral de 8% no setor em relação a setembro, conforme levantamento feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que atribuiu o fenômeno ao início da retração na oferta de crédito.

De acordo com o Dieese, a entrada do 13º salário na economia representa 2,7% do Produto Interno Bruto (PIB), a soma das riquezas produzidas no país durante o ano. O levantamento do IBGE mostra que as vendas de automóveis caíram, isoladamente, 19% em outubro e que não houve recuperação em novembro. No entanto, a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) na compra de carros, decidida no último dia 11 pelo governo, deverá favorecer o aumento de vendas no setor a partir deste mês.

Outra opção para o consumidor é comprar pela internet. Os preços podem ser bem reduzidos e os produtos saírem por até 30% menos do que no comércio tradicional. O Procon de São Paulo alerta, porém, para os cuidados necessários para garantir a entrega da compra.

Segundo o Procon-SP, deve-se evitar, nesta época, comprar coisas fazendo experiência, pois pode haver dificuldade na hora de trocar o produto. A empresa deve assumir compromissos por escrito quanto às suas responsabilidades no que diz respeito ao prazo de entrega e à garantia do produto.

De acordo com pesquisa feita pela Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomercio), 60% dos consumidores ouvidos na capital pretendem dar presentes neste Natal, contra 66% em dezembro do ano passado. O preço médio dos presentes subiu de R$ 46, em 2007, para R$ 93,30 neste ano. Os itens mais procurados são peças de vestuário e calçados (com 61% das opções), Brinquedos representam 34% das escolhas e, em seguida, vêm perfumes e cosméticos, com 13%.

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