Seagro vai iniciar amanhã seminário sobre a cadeia produtiva do babaçuA Secretaria Estadual da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seagro) iniciará amanhã (terça-feira, 23) o Seminário sobre a Cadeia Produtiva do Babaçu. O seminário, que será aberto pelo secretário de Estado da Agricultura, Domingos Paz, visa fortalecer ainda mais a agricultura familiar do Estado, gerando emprego e renda, com melhorias nas condições de trabalho das quebradeiras de coco e demais trabalhadores inseridos nesta cadeia produtiva.
O seminário possui proposta de integrar ações governamentais e não-governamentais, visando difundir novas tecnologias para a utilização integral do coco babaçu e melhoria na qualidade de vida das populações que geram renda a partir de seus produtos. Será criada ainda uma comissão para elaborar um plano estadual de desenvolvimento do extrativismo do coco babaçu.
De acordo com o secretário de Estado da Agricultura, Domingos Paz, o objetivo do evento é aglutinar parcerias, tanto das Secretarias estaduais como também ONGs, sindicatos, associações, empresas de pesquisa, instituições bancárias, entre outras para discutir a elaboração de um plano estadual de desenvolvimento, articulando as demandas dos agricultores familiares com o desenvolvimento tecnológico. "Estamos buscando todos os segmentos que já vem trabalhando isoladamente a questão socioeconômica do coco babaçu, para juntos podermos trabalhar sua cadeia produtiva, que é uma das maiores potencialidades naturais existentes no Maranhão", afirmou o secretário da Seagro.
Segundo o chefe do Departamento de Organização Territorial e Rural da Seagro, Josenildo Cardoso de Araújo, o Maranhão apresenta uma área de cerca de 10 milhões de hectares de coco babaçu, onde milhares de famílias sobrevivem da atividade de extrativismo. "Temos uma grande área e um potencial riquíssimo. No entanto, os métodos de trabalho ainda são penosos aos trabalhadores e trabalhadoras, por falta de tecnologias adequadas para a exploração racional e sustentável do babaçu", frisou.
Para desenvolver uma linha de debates, o seminário contará com palestras dos representantes da Fundação Mussambê, do Movimento Interestadual das Quebradeiras de Coco babaçu (MIQCB), da Associação em Áreas de Assentamento do Estado do Maranhão (Assema) e do Comitê Intermunicipal de Desenvolvimento sustentável do Médio Mearim (Codesun).
O coordenador do núcleo de tecnologia social da Fundação Mussambê, Daniel Walker Júnior, informa que, através do seminário, será apresentada a metodologia de trabalho. "Iremos mapear as comunidades, fazendo um diagnóstico para então podermos apresentar às comunidades os projetos de acordo com suas realidades. Depois realizaremos o treinamento e elaboração de um plano de negócios para a instalação de uma agroindústria", explicou.
O representante da Fundação Mussambê disse ainda que a tecnologia não substitui a mão-de-obra, mas irá criar uma melhoria nas condições de trabalho. "Existe atualmente um subaproveitamento do coco babaçu e a tecnologia vem para agregar valor e fazer o aproveitamento integral do fruto", assinalou.
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