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NacionalCinco cidades concentraram 25% do PIB em 2006, aponta IBGE

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17 de dezembro de 2008
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São Luís está entre as 4 capitais que geraram um quarto do PIB do Nordeste

Cinco cidades do país – São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte e Curitiba – concentravam, em 2006, cerca de 25% do PIB (Produto Interno Bruto) do país, segundo levantamento do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), divulgado ontem.

Moradores de SL tinham renda média anual de R$ 11.235 em 2006

Os dados apontam que 34,4% da riqueza foram produzidos nas capitais brasileiras. Desse total, 19,4% coube à região Sudeste; 5,1% foram relativos ao Centro-Oeste; 4,5% ao Nordeste; 2,9% ao Sul, e 2,5% à região Norte. Em 2006, a renda gerada por apenas quatro municípios – Salvador (BA), Fortaleza (CE), Recife (PE) e São Luís (MA) – correspondeu a 24,5% de toda a renda da Região Nordeste. A renda média anual de cada morador de São Luís (PIB per capita) em 2006 ficou em R$ 11.235 (em 2005 era de R$ 10.303). O PIB per capita do estado do Maranhão foi de R$ 4.628 em 2006 e R$ 4.151 em 2005.

A concentração fica ainda mais evidente se for levado em consideração que metade do PIB foi gerada por 50 cidades, que representam 30,1% da população.

Se comparado ao verificado em 2002, constata-se que houve pouca alteração neste quadro. Naquele ano, quatro municípios agregavam 25% do PIB, e 40 cidades eram responsáveis por metade da renda gerada.

São Paulo continuou liderando a geração de riquezas no país, concentrando 11,9% do PIB, pouco abaixo dos 12,2% verificados em 2005.

O Rio de Janeiro vem em seguida, com 5,4% do total do PIB, ante 5,5% verificados no ano anterior. Brasília (3,8%), Belo Horizonte (1,4%) e Curitiba (1,4%) completam a lista dos municípios com maior participação no PIB nacional.

Concentração de capitais – No ranking das dez cidades com maior PIB do país em 2006, oito são capitais: São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ), Brasília (DF), Belo Horizonte (MG), Curitiba (PR), Manaus (AM), Porto Alegre (RS), Guarulhos (SP), Barueri (SP) e Salvador (BA).

Ainda de acordo com o IBGE, 10% das cidades com maior PIB geraram 24,4 vezes mais riqueza que os 50% dos municípios com menor PIB.

Entre as capitais, apenas Florianópolis (SC) não liderou a geração de riquezas em seu Estado. Em Santa Catarina, a liderança ficou com Joinville, que é a cidade mais populosa do Estado. Florianópolis representou apenas 7,2% do PIB de Santa Catarina, o que revela maior autonomia do Estado em relação à capital.

Quadro bastante diferente do que é representado por Manaus, cujo PIB correspondeu a 81,5% do total do Amazonas. Em Roraima, Boa Vista representou 71% do PIB, patamar pouco acima do verificado no Amapá, onde 64% do PIB ficaram concentrados no Macapá.

Regiões – O IBGE revela que o Rio de Janeiro vem reduzindo a dependência da capital de forma significativa, embalado pelo desenvolvimento econômico do Norte Fluminense. Em 2006, o PIB gerado pela cidade do Rio de Janeiro representou 46,5% do total do Estado. Em 2002, a capital fluminense era responsável pela geração de 53,1% do total de riquezas do Estado.

Por regiões, o IBGE constatou que a concentração da geração de riquezas foi mais forte no Norte, onde apenas seis cidades – Manaus (AM), Belém (PA), Porto Velho (RO), Barcarena (PA), Macapá (AP) e Parauapebas (PA) – foram responsáveis por 50% do PIB daquela parte do país.

No Sudeste, 14 municípios geraram cerca de 50% da renda local. Somente São Paulo foi responsável por 21% do total.

No Sul, responderam por aproximadamente 25% do total os municípios de Curitiba (PR), Porto Alegre (RS), Joinville (SC), Canoas (RS) e Caxias do Sul (RS). Metade das riquezas foi gerada em 27 cidades da região.

Já no Centro-Oeste, excluindo-se Brasília (DF), que representava 43% do PIB da região, verificou-se que cerca de 20% da renda foram oriundos de Goiânia (GO) e Campo Grande (MS).

O menor PIB do país foi constatado em Santo Antônio dos Milagres (PI), antecedido por São Miguel da Baixa Grande (PI), Olho d’Água do Piauí (PI), Quixabá (PB) e São Félix do Tocantins (TO).

(Agência Folha)

Cidade mineira de Araporã tem maior PIB per capita do país

Com renda média anual de R$ 261.005 por cada um dos 6.002 habitantes, o município de Araporã (MG) obteve o maior PIB per capita do país em 2006, segundo divulgou nesta terça-feira o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

O resultado não significa, necessariamente, que toda a renda ali gerada seja apropriada pela população residente. No caso de Araporã, o fato de a maior usina hidrelétrica de Minas estar instalada ali, aliada ao aumento de geração de energia em 2006 e a baixa densidade demográfica, faz com que o PIB per capita da região seja historicamente alto. Em 2005, a cidade tinha o segundo maior PIB per capita do país.

A cidade baiana de São Francisco do Conde, que liderava em 2005, caiu para a segunda posição, com PIB per capita de R$ 217.150 para 30.733 habitantes. O resultado é impulsionado pela refinaria que opera no município. Em seguida, vieram Triunfo (RS), com PIB per capita de R$ 180.420, Quissamã (RJ), com PIB per capita de R$ 147.312, e Louveira (SP), com PIB per capita de R$ 138.424. Em 2006, o PIB per capita médio do Brasil foi de R$ 12.688.

Em 2006, Guaribas (PI) possuía o menor PIB per capita entre os 5.564 municípios brasileiros (R$ 1.368,35), e a administração pública representava 52% da sua economia. Na faixa de 1% dos municípios com os menores PIB per capita do País encontravam-se 56 municípios com valor inferior a R$ 1.813,17. Dez deles estavam no Pará e o restante, na Região Nordeste: Maranhão (15), Piauí (15), Ceará (1), Alagoas (3) e Bahia (12).

(Agência Folha)

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