Pesquisadora discute novos usos para abelhasAMAZONTECH
Poucos sabem, mas as abelhas têm um papel fundamental no cultivo de várias espécies agrícolas. Culturas como a do maracujá, por exemplo, têm sua polinização quase que dependente desses insetos. Outras, como maçãs e morangos têm suas produções incrementadas, principalmente em qualidade, em função do trabalho dessas “operárias” na natureza.
Experiências como essas foram tema da exposição que a professora e pesquisadora da Universidade de São Paulo (USP), Vera Imperatriz Fonseca, fez na abertura do III Seminário de Abelhas Nativas do Maranhão, realizado em São Luís-MA. A pesquisadora mostrou que a venda de colméias com essa finalidade pode contribuir para qualificar a safra de diversos produtos agrícolas e melhorar o desempenho econômico da atividade apícola.
O III Encontro de Abelhas Nativas do Maranhão é parte integrante da programação do Amazontech 2008 e acontece até sábado, 29, no Centro de Convenções Pedro Neiva de Santana e Multicenter Sebrae.
A idéia da pesquisadora é que os produtores aproveitem essa alternativa para dinamizar seus negócios. “Ao sair em busca do pólen, as abelhas fecundam várias espécies botânicas e, dessa forma, as ajudam a dar frutos melhores e de maior qualidade. Já existem muitos produtores brasileiros que compram colméias de meliponicultores para melhorar a qualidade de seus produtos e, conseqüentemente, o lucro”, afirmou Vera Fonseca para os mais de 400 participantes presentes à abertura do III Encontro.
Espaço de troca de experiências e boas práticas na meliponicultura, o III Encontro reúne pesquisadores, professores, estudantes e produtores de abelhas nativas de vários estados – Maranhão, Pernambuco, Mato Grosso, Acre, Amazonas, Amapá, Bahia e São Paulo.
Para a gestora do projeto de Meliponicultura do Sebrae-MA, Dulcileide Salinas, a proposta da pesquisadora já é discutida pelos meliponicultores da Baixada Maranhense e alguns deles já praticam a venda de colméias para produtores de hortaliças de outros estados, como Ceará, Pernambuco e Bahia.
“As inúmeras capacitações e missões técnicas para eventos do setor estão proporcionando aos produtores do Maranhão um maior aproveitamento da atividade. Apesar de tímida, a comercialização de colméias já é realizada por alguns deles. No entanto, a venda do mel é a maior fonte de renda”, informa a gestora.
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