Tarso diz que novo relatório da Satiagraha é 'mais profundo' e 'não midiático'O ministro da Justiça, Tarso Genro, disse, ontem, que o novo relatório parcial da Operação Satiagraha, que investiga as atividades do banqueiro Daniel Dantas, é “mais profundo” e “não midiático”. Foi uma crítica indireta ao delegado Protógenes Queiroz, o autor do primeiro relatório, que foi afastado do caso em julho.
Elaborado pelo delegado Ricardo Andrade Saadi, que substituiu Protógenes, o relatório afirma que o dono do Opportunity lidera uma “organização criminosa” que cometeu crimes contra o sistema financeiro, contra ordem tributária, de lavagem de dinheiro e de formação de quadrilha. “Eu disse que o relatório seria técnico, mais profundo, desapaixonado e não midiático, e assim foi”, afirmou Tarso, ao deixar uma reunião entre ministros responsáveis pela gestão da segurança pública dos países do Mercosul, em Porto Alegre.
O ministro não quis comentar o teor do relatório em que a PF afirma ainda que o banqueiro usa a corrupção e a intimidação como método para praticar os crimes apontados.
Segundo o diretor-geral da Polícia Federal, Luiz Fernando Corrêa, novas evidências deverão ser adicionadas ao inquérito depois que a PF concluir a análise de todo o material apreendido na Satiagraha.
Para Tarso, o racha entre grupos dentro da PF é “um mito criado pela mídia”. Corrêa também expressou incômodo com a participação de Protógenes em atos de desagravo promovidos pelo PSOL durante a semana.
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