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NacionalHospital público do Nordeste registra cura inédita de raiva no país

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16 de novembro de 2008
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O Hospital Universitário Oswaldo Cruz (HUOC), da Universidade de Pernambuco, em Recife, confirmou um caso raro de cura da raiva humana. O caso de um rapaz pernambucano, de 15 anos, mordido por um morcego hematófago - que se alimenta de sangue - na cidade de Floresta, no interior do estado, confirmado na sexta, dia 14, é o terceiro de cura da raiva no mundo.

A doença, contraída geralmente por pessoas que tiveram contato com animais mamíferos infectados, como cães, gatos, morcegos ou macacos, era considerada 100% letal até 2004, quando médicos norte-americanos desenvolveram um tratamento baseado em anti-virais, sedativos e anestésicos injetáveis. Eles conseguiram curar uma paciente na cidade de Milwaukee, que deu nome ao método de combate ao vírus.

Segundo o médico Gustavo Trindade, responsável caso tratado em Pernambuco, o protocolo Milwaukee foi adaptado à realidade brasileira e aplicado no adolescente infectado.O médico comentou ainda que, como a doença era considerada incurável até 2004, o tratamento visava apenas trazer uma morte com menos sofrimento ao infectado. "O tratamento convencional da raiva humana sempre foi para dar suporte, - medicamentos sintomáticos, sedação - para garantir ao paciente uma morte digna. Como a doença era considerada 100% letal, então o tratamento era para morrerem dignamente."

O paciente pernambucano curado, ainda se encontra em estado grave e, segundo Trindade, não há como saber o que pode ocorrer a partir de agora. "No caso dos Estados Unidos, a paciente ficou 100% curada. Em todos os outros, os pacientes faleceram. O que a gente conseguiu foi provar que dentro de um hospital público do Nordeste do Brasil, com todas as limitações que temos, conseguimos mostrar que a gente pode conseguir curar pacientes de raiva. Entretanto, a reversibilidade do quadro neurológico, só o futuro vai dizer".

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