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ArtigosO 'PACOTE' ALEGRE DA CRISE ECONÕMICA INTERNACIONAL

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16 de novembro de 2008
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JM CUNHA SANTOS (interino)

1 - Títulos podres

“O Estado do Maranhão”, “Saraminda”, Marimbondos de Fogo”. Papéis de risco, adquiríveis em kg, sem inflação embutida, para consumo via leitura dinâmica de forma a evitar efeitos colaterais como mediocridade compulsiva, evasão de divisas, (ou colarinhos brancos, tanto faz) fugas DA capital e também DE capital (mantenham Fefê aqui, bem pertinho) e/ou gargalos inesperados nos neurônios de quem lê.

Esses títulos devem ser adquiridos em instituições financeiras protegidas contra incêndios, depois de passarem por revisões sucessivas do PROCON e da Vigilância Sanitária. Observem, antes, se há a inexistência de ações e restrições do Tribunal de Contas da União e cortes de contas regionais e, para maior garantia, é bom submeter esses títulos a um rastreamento da Receita Federal. Eles podem fazer parte de outras “obras”.

2 - Mercado nervoso.

A crise maníaco-depressiva da economia mundial não chegará ao Maranhão. Razões: Nós temos Bois. Boi de Pindaré, Boi da Pindova, da Maioba, da Madre Deus etc. E vacas. Inclusive vacas de presépio.

Com tanto Boi não será difícil cortar na própria carne (e no próprio chifre) para aliviar as tensões da crise no Estado. Em tempo: Bois também têm nervos, de forma que não seremos atingidos pelo nervosismo do mercado financeiro internacional. Já basta o nervosismo financeiro no Mercado Central que, não tendo recebido nenhuma contribuição keynesiana para sua crise, continua alagando as Bolsas. Desde o crack de 1929.

3- Barreiras e barragens

Se o mercado financeiro ultra-liberal - uma invenção antropofágica de Margareth Tatcher e Ronald Reagan – não tem barreiras, nós temos barragens. As do Bacanga e do Flores já consumiram tantos investimentos que provocaram oscilações indiscutíveis na pirâmide social. Saímos da classe baixa para a classe meRda. Eu não disse média.

4 - Colapsos econômicos

Nossa capacidade de resistência a escândalos financeiros, quedas nas bolsas (das madames) e nos bolsos (dos trabalhadores) é motivo de estudos das maiores sumidades da economia mundial.

A privatização do Banco do Estado do Maranhão, por exemplo, é citada, constantemente, em reuniões do Fundo Monetário Internacional, como solução para o colapso de qualquer economia. Eles tentam entender, até hoje, onde foram parar os bônus e dividendos dessa fantasmagórica transação em que gastaram 333 milhões no Banco para venderem por 78. Na restrita comunidade dos economistas e financistas com PHD essa operação é conhecida como “milagre de utilidade marginal”.

Por conta dessa inolvidável privatização, economistas ligados ao FED (porque ela fede mesmo) preparam teses concorrentes ao Prêmio Nobel de Economia com base nas heresias capitalistas da doutora Roseana que pregam, entre outras coisas:

a) se o Estado não tem como se recuperar dos rombos, venda-se o Estado para salvar os arrombadores.

b) se o capital dos bancos estatais é irrecuperável, recupere-se, pelo menos, o capital dos chefes políticos.

Esse pacote monetarista que, sem muitas pretensões, se dedica a salvar a economia do mundo com base na economia do Maranhão deve, segundo estudos dos financistas das feiras livres da Liberdade e da Camboa, abalar a doutrina do livre mercado que vigorou até a era Obama.

A Lei da Oferta e da Procura, a partir desta visão do novo Homo economicus maranhense, nunca mais será a mesma. Ela significará apenas que Sarney já fez todas as Ofertas para evitar processos na Justiça contra seus parentes e correligionários e que só quem ainda Procura alguma coisa nesse Estado é o Tribunal de Contas da União e a Polícia Federal. A gente só não diz que o que eles Procuram está na Ilha de Curupu porque dedurar é crime. Crime Contra a Economia Brasileira e Crime Contra o Mercado Financeiro Internacional.

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