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PolíticaPesquisa aponta avanços do governo Zé Reinaldo em relação ao de Roseana

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6 de janeiro de 2008
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'UM PROJETO PARA O MARANHÃO'

O professor José de Jesus Sousa Lemos, ex-secretario de Assuntos Estratégicos e ex-secretario de Agricultura do Estado, acaba de concluir um estudo sobre como ficou o Maranhão no final do governo de José Reinaldo, em dezembro de 2006, comparado com o final do governo de Roseana Sarney, em dezembro de 2001. O professor conclui que ao final de 2001 o Maranhão possuía 45,89% da sua população socialmente excluída. Em dezembro de 2006 este percentual declinou para 39,77%.

Ou seja, em 2006 o percentual de excluídos no Maranhão representava 87% do montante de 2001. Em termos de população incluída, observa-se a inclusão 6,12% da população do Estado naquele lapso de tempo. Com base na população divulgada pela PNAD 2006 para o Maranhão, estima-se que aproximadamente 370 mil pessoas ou 74 mil famílias saíram da condição de socialmente excluídas entre 2001 e 2006.

Professor associado da Universidade Federal do Ceará e ex-professor visitante da Universidade da Califórnia, José Lemos explica que o objetivo de seu estudo - intitulado “Um Projeto para o Maranhão” - é o de mostrar como o governo Zé Reinaldo encontrou o Estado em abril de 2002 e como o deixou para o seu sucessor em dezembro de 2006.

José Lemos mostra que o Índice de Desenvolvimento Humano do Maranhão, em 2001, era o menor do Brasil (0,673). Dada a prioridade do governo de mitigar a pobreza, inclusive registrada no Plano Plurianual de elevar o IDH para 0,700, o esforço do trabalho de toda a máquina do governo conseguiu um IDH que fica no intervalo entre 0,702 e 0,707, com valor mais provável de 0,705.

Índice de analfabetismo - “Portanto, foi um grande salto de qualidade em desenvolvimento humano, que retirou o Maranhão da condição de detentor do último lugar no ranking nacional para o antepenúltimo”, afirma José Lemos, que também analisa o percentual da população maior de 10 anos que se declarou analfabeta ou tendo menos de um ano de escolaridade. Em 2001 22,77% da população maior de 10 anos declarou-se analfabeta e em 2006, o percentual que se declarou analfabeto foi de 19,63%.

Para o professor Lemos, “trata-se de um percentual ainda elevado, mas menos ruim do que o prevalecente no começo do milênio”. O professor cita ainda que a área colhida com culturas alimentares (arroz, feijão, mandioca e milho), que em 2001 foi de 997.479 hectares, passou para 1.235.692 hectares em 2006. O rebanho bovino maranhense saltou de 4.483.209 cabeças em 2001 para 7.127.797 cabeças em 2006.

“Isto foi conseguido também devido à recriação da Secretaria de Agricultura que passou a introduzir o Estado de forma sistemática nas campanhas nacionais de vacinação contra a febre aftosa. Um avanço qualitativo que veio contribuir para a expansão quantitativa do rebanho do estado, hoje o segundo do Nordeste”, argumenta o professor Lemos.

Ele observa que o Maranhão ainda apresenta indicadores sociais e econômicos muito ruins. “O trabalho precisa continuar para melhorá-los de forma significativa nos próximos anos. Não podemos nos jactar dos atuais resultados, embora eles sinalizem que o trabalho executado entre 2002 e 2006 foi responsável e fundamentado em bases cientificas. Mas ainda temos aproximadamente 40% da população excluída. Este percentual precisa baixar de forma significativa nos próximos anos. Mas podemos sim comemorar que a situação do Maranhão evoluiu bastante em relação à que prevalecia no começo deste milênio”, afirma o professor e ex-secretário de Agricultura do Estado.

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