O Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba julgou improcedente uma representação contra o governador do estado, Cássio Cunha Lima (PSDB), por supostas irregularidades durante a campanha eleitoral em 2006. A decisão, por unanimidade, ocorreu na sessão da última quinta-feira (10).
A representação, apresentada pela coligação "Paraíba de Futuro" e por Luciano Cartaxo Pires de Sá, pedia à Justiça Eleitoral para investigar nomeações, contratações e gratificações de servidores no ano eleitoral. A pedido da defesa, a acusação foi separada de outra: a de que o governador teria usado o jornal oficial "A União" para promoção pessoal.
O TRE-PB julgou improcedente a representação por entender que as nomeações se deram antes do processo eleitoral e não houve provas de que tivessem sido usadas como moeda de troca por votos.
No último dia 7, outra representação contra o governador foi adiada. Neste caso, a coligação "Paraíba de Futuro" acusa o governador de usar a cor verde, símbolo de sua campanha em 2002, para pintar todos os prédios da administração pública, inclusive durante a campanha em que se reelegeu, em 2006. Um pedido de vista (mais tempo para analisar) do juiz João Benedito adiou a decisão.
O governador chegou a ser cassado pelo Tribunal Regional Eleitoral, mas recorreu ao Tribunal Superior Eleitoral e se mantém no cargo com base em liminar (decisão provisória).