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Data de Publicação: 15 de janeiro de 2008
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Parlamentares do PSDB vêem com preocupação a nomeação do senador Edison Lobão (PMDB-MA) para o comando do Ministério de Minas e Energia. O anúncio oficial deverá ocorrer amanhã, quando o presidente Lula retornará de viagem oficial a Cuba. O parlamentar peemedebista, que não tem experiência na área, substituirá Nelson Hubner, à frente da pasta interinamente desde maio do ano passado, quando o ministério ficou vago depois que Silas Rondeau foi afastado por suspeitas de seu envolvimento com o esquema de superfaturamento em obras públicas comandado pela construtora Gautama, descoberto pela Operação Navalha da Polícia Federal (PF).

Para o deputado João Almeida (BA), a indicação não foi uma medida madura. “O setor energético vive um momento crítico e considero imprudente entregá-lo a uma pessoa que não reúne as melhores qualidades para comandar a área”, avaliou ontem.

Segundo Almeida, a gerência do ministério requer competência e agilidade técnica para que sejam tomadas providências imediatas. “É preciso evitar problemas maiores no futuro. O Brasil não está tranqüilo no quesito energia e qualquer atitude impensada pode custar caro para a população muito brevemente”, alertou. Atualmente, a pasta tem investimentos que somam R$ 5,5 bilhões.

Já o deputado Eduardo Gomes (TO) acredita que o loteamento político no setor energético pode trazer conseqüências graves para o país. “É possível, inclusive, que o governo seja obrigado a criar um comitê de gestão para solucionar uma crise. Não estamos em um momento oportuno para fazer mudanças bruscas, pois o quadro é preocupante”, alertou. Além de exigir o comando do ministério, o PMDB cobra a prerrogativa de nomear indicados para vários postos de estatais de energia. Segundo a revista Veja, a legenda já teria conseguido emplacar mais 15 nomes para atuar no setor.

Integrante titular da Comissão de Minas e Energia da Câmara, Gomes destacou que o Congresso Nacional deve ficar atento e, por isso, vai sugerir logo no início de fevereiro a realização de uma Comissão Geral no plenário da Casa para que todos os atores envolvidos com o setor se manifestem.

Mesmo antes de assumir o cargo, Lobão já conta com o peso das acusações contra Edison Lobão Filho (DEM), suplente do pai no Senado. Ele é acusado, em investigação da Polícia Federal e da Receita Federal, de transferir sua participação na distribuidora de bebidas maranhense Bemar à empregada doméstica Maria Lúcia Martins sem o conhecimento dela.

O objetivo seria usá-la como “laranja” para esconder dívidas e limpar seu nome antes de se candidatar. O líder do PSDB na Câmara, deputado Antonio Carlos Pannunzio (SP), fez críticas ao comportamento da gestão petista. “O governo está fortalecendo os coronéis que tomam conta de alguns estados”, afirmou.

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