Moradores de quatro comunidades interditam avenida dos AfricanosPOR JULLY CAMILO
Cerca de 300 moradores dos bairros Coroadinho, Coroado, Barés e Redenção, interditaram, na manhã de ontem, por duas horas, a avenida dos Africanos, com o intuito de chamar a atenção das autoridades para problemas de drenagens e desobstruções de bueiros, existentes segundo a comunidade, desde a fundação dos bairros. E as conseqüências trazidas são alagamentos, doenças, lixo, mau-cheiro, além de insetos e ratos.
De acordo com um dos líderes do movimento, o radialista e ex-presidente da União de Moradores do Coroado, César Soeiro, vários documentos e abaixo-assinados já foram entregues ao município e governo do estado, mas nenhum retorno foi dado. O último foi entregue em 25 de maio de 2007. “É claro que não podemos negar que muito já foi feito, o Coroado tem 35 anos e em 1995 fomos beneficiados com urbanização, rede elétrica e saneamento básico. Mas alguns problemas permaneceram e nunca foram solucionados”, declarou o radialista.

e revolta moradores
Reivindicações – A comunidade solicitou da prefeitura a limpeza do canal principal que corta o Coroado, incluindo as ruas 1 e 2 do bairro da Redenção e a rua da Felicidade, no João Paulo; a limpeza, desobstrução e reconstrução dos meios-fios das galerias pequenas; limpeza do canal da rua Cobalto, localizado entre as quadras 51 e 52, no Coroado; a construção de dois pontilhões, um na Cobalto e outro no 24° BC, na avenida dos Africanos e a limpeza do rio das Bicas.
Foram chamados para intermediar a conversa entre o secretário da Secretaria Municipal de Obras e Serviços Públicos (Semosp), Carlos Rogério, e a comunidade, o comandante do 1° BPM, coronel Odair, e o coronel Tinoco, comandante do 9° BPM. Eles afirmaram que realizarão uma conversa preliminar com o secretário e posteriormente marcarão o encontro entre as partes, para a discussão dos respectivos problemas. César Soeiro informou que está sendo elaborado um novo abaixo-assinado com mais de 3.000 assinaturas para ser entregue ao secretário.
Estiveram presentes à manifestação representantes da União de Moradores dos quatro bairros, igrejas católicas e evangélicas, clubes de mães, Centro de Cultura Negra (CCN), bumba-boi do João Paulo e times de futebol.
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