Policiais civis de Imperatriz continuam de braços cruzadosPor Régina Santana
GREVE
Delegados, agentes, escrivãs e agentes carcerários da Polícia Civil de Imperatriz também aderiram à greve geral deflagrada pela categoria, no Maranhão, desde a última quinta-feira, 27. Todas as delegacias estão fechadas e nenhum delegado compareceu aos locais de trabalho nos dois últimos dias úteis da semana.
Na segunda maior cidade do estado, o atendimento é garantido apenas aos serviços essenciais, como o plantão central e autuação em flagrante, com 30% do efetivo, como determina a lei de greve. A informação é do escrivão José Antonio Pinheiro, representante local do Sindicato dos Policiais Civis do estado do Maranhão.
A preocupação da população agora é com a chegada do fim de semana, quando a cidade registra maior movimento em casas noturnas e eventos em geral, muitos deles resultando em brigas e até mortes. Sem a presença da polícia, o receio é que situação piore ainda mais.
Razões – A Polícia Civil reivindica o cumprimento de acordos firmados entre a categoria e o governo do estado. A greve também é um protesto contra a falta condições de trabalho e estrutura da corporação, além do número reduzido de policiais.
Atualmente apenas 25 agentes estão lotados na 10ª Delegacia Regional da Polícia Civil em Imperatriz, para atender 15 cidades da região tocantina.
Na Central de Custódia de Presos de Justiça (CCPJ) um total de 23 agentes carcerários toma conta de 214 presos, num local construído para comportar apenas 100.
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