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GeralClínica suspende atendimento a pacientes do SUS em Imperatriz

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31 de agosto de 2007

Por Régina Santana

De Imperatriz

FIM DE PRAZO

Conforme anunciou no início deste mês, a Clínica Psiquiátrica de Imperatriz suspendeu definitivamente o atendimento aos pacientes internados pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O motivo foi o fato de o estabelecimento não conseguir mais atender pelos valores da tabela de preços do governo federal.

O médico Moisés Vieira, diretor da clínica, informou logo após o anúncio da suspensão do atendimento, que “a equipe vem trabalhando no limite da segurança profissional, em função da crise financeira”.

Segundo ele, uma diária paga pelo governo federal é de R$ 19, para custear cinco refeições por dia e ainda leito, médicos, assistentes sociais e psicólogos. “O valor é irrisório e tornou o atendimento inviável, do ponto de vista financeiro”, afirmou, revelando que o ideal seria uma diária de pelo menos R$ 78.

A clínica funciona em Imperatriz há mais de três décadas e a crise financeira já se arrasta há cinco anos. “Tivemos que adotar essa medida radical diante da impossibilidade de oferecer um tratamento decente”, revelou o médico Moisés Vieira.

Remanejamento – Os 160 pacientes que permaneciam na clínica foram colocados à disposição dos familiares e os casos de maior gravidade encaminhados para o Hospital Municipal de Imperatriz, o Socorrão.

A medida trouxe duas conseqüências graves. No Socorrão, os pacientes comuns estão se recusando a ficar nas enfermarias junto com os doentes mentais e há informações de que até funcionários do Hospital Municipal estariam com receio de acompanhar esses pacientes, pela falta de prática em lidar com a situação.

Os que foram levados para casa estão saindo nas ruas aleatoriamente, provocando medo e desespero aos desavisados. Esta semana, por exemplo, o Corpo de Bombeiros atendeu ao chamado de uma família da rua Pará, no Centro, informando que um doente mental entrou na casa, por volta das 18h, e agrediu quem estava no local, inclusive crianças.

Ele foi imobilizado e amarrado pelos moradores. Examinado pelos médicos do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) o rapaz, que comprovadamente apresentava problemas mentais, foi levado para o Socorrão.

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