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A partir de hoje esta coluna circulará semanalmente, às terças-feiras, abordando um tema: a educação na escola pública. O programa “Informação & Educação”, neste primeiro momento, tem como público-alvo a comunidade do Centro de Ensino Médio Mário Meireles.
Mário Martins Meireles
Ele nasceu numa data simbólica, o Dia Internacional da Mulher. As filhas, Ana Maria Martins meireles e Ana Otília Meireles Teixeira, traduzem muito bem a forte ligação dele com o chamado “sexo frágil”. Do signo de “peixes”, Mário Meireles ingressou no magistério no Colégio Cysne, em São Luís, no ano de 1939. A água marca assim constante presença na vida do Catedrático e Fundador da Faculdade de Filosofia de São Luís. Precoce, iniciou carreira no serviço público através do Ministério da Fazenda, lotado no Departamento do Imposto de Renda. Serviu nos estados da Bahia, Rio de Janeiro (então Distrito Federal) e Minas Gerais, onde foi Delegado Seccional em Juiz de Fora de 1942 a 1944. No Maranhão, foi Delegado Regional por duas ocasiões - de 1939 a 1940 e de 1944 a 1965. Membro da Junta de Presidentes da I Convenção Nacional de Agentes Fiscais do Imposto de Renda em São Paulo, em 1960, aposentou-se cinco anos depois no cargo de Agente Fiscal de Tributos Federais. Aposentado, exerceu as funções de diretor do extinto Banco do Maranhão e de Secretário Chefe da Casa Civil do Governador Pedro Neiva de Santana (1972 a 1975).


O magistério era uma de suas paixões. Em 1940 ingressou na carreira como professor de História Universal e do Brasil no Colégio Cysne. No ano de 1953 tornou-se professor universitário lencionando História da América. Na Universidade Federal do Maranhão chefiou o Departamento de História, foi assessor e chefe de gabinete do reitor, vice-reitor e coordenador do Núcleo de Documentação e Pesquisa Histórica e Geográfica, além de membro do Conselho Diretor por vários mandatos.
A galeria de fundadores do Insituto Histórico e Geográfico do Maranhão tem nele um de seus edificadores. Foi secretário, tesoureiro, vice e presidente em repetidas gestões. Por duas vezes integrou o Conselho Estadual de Cultura e foi consultor técnico do Diretório Regional de Geografia e membro da Subcomissão Nacional de Folclore.
Dentre outras comendas, foi agraciado com as Medalhas “do Mérito Timbira”, do “Tricentenário da Fundação de São Luís”, do “Sesquicentenário da Adesão do Maranhão à Independência”, “João Lisboa”, “de La Ravardière”, “Sousândrade do Mérito Universitário”, “Ordem das Palmas Acadêmicas”, “Ordem do Rio Branco”, “Ordem dos Timbiras”, “Ordem Nacional do Mérito de Portugal” e “Simão Estácio da Silveira”. Todas as mais altas condecorações da Assembléia Legislativa, do Governo Federal, do Governo do Maranhão, da Prefeitura e da Câmara Municipal de São Luís.
A sede de conhecimento foi intensa durante toda a vida e ele tornou-se sócio correspondente das Academias de Letras do Triângulo Mineiro, Paulista, Carioca, Santista e Paraense e dos Institutos Históricos e Geográficos de Santos, da Parabíba, do Distrito Federal e Brasileiro. Foi membro fundador da Sociedade Brasileira de História da Medicina, de São Paulo.
Mário Martins Meireles ocupou a Cadeira nº 9 da Academia Maranhense de Letras, que tem como Patrono Antonio Gonçalves Dias e foi fundada por Inácio Xavier de Carvalho. Seu antecessor foi Catulo da Paixão Cearense. Morreu em 10 de maio de 2003, quando a mãe de sua primeira bisneta, Micheline, estava com três meses de grávida de Joana, hoje mais uma mulher integrante do time que ele presidiu.
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