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Pequeno SuplementoDr. Benedito Coroba está ameaçado de morte

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26 de agosto de 2007
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Felinto Ribeiro*

felintoribeiroescritor@yahoo.com.br

Transcrito do Jornal Pequeno de 21.8.2007

O promotor de Justiça da Comarca de Vargem Grande, Benedito Coroba, deu início a uma greve de fome, às 8 horas da manhã de ontem no prédio da Promotoria Pública. Ele declarou que resolveu fazer o protesto em razão de o desembargador Mário Lima Reis ter concedido hábeas corpus, na semana passada, à maioria das pessoas implicadas na morte do prefeito de Presidente Vargas, Raimundo Bartolomeu, o Bertim.

“Esta atitude do desembargador coloca em risco a minha vida e da minha família, a vida dos delegados, como também a dos agentes policiais e investigadores que trabalharam no caso, a vida de algumas testemunhas e de algumas vítimas, como o Pedro Pote. E o próprio juiz encarregado do caso, Lúcio Soares, também corre risco”, afirmou Coroba, dizendo que sua greve é pela vida e contra a impunidade.

Coroba afirmou que pretende estender seu protesto até as 18 horas do próximo domingo. O último acusado solto pela Justiça foi o ex-comandante do Policiamento Metropolitano, coronel Roberto Uchoa. Coroba enfatizou que o maior de todos os absurdos é conceder hábeas corpus para quem está foragido, numa referência ao ex-prefeito Sebastião Figueiredo e aos vereadores Ilson de Jesus Silva e Antônio Uchoa Frazão Filho, o Toni.

“O desembargador Mário Lima Reis está soltando hábeas corpus para todos; até para aqueles que nem foram presos”, protestou Coroba, que ontem não compareceu ao Fórum de Vargem Grande, onde o secretário de esportes do município Presidente Vargas, Pedro Albuquerque, o Pedro Pote, prestou novo depoimento. Ele foi a única testemunha que presenciou o assassinato do prefeito Raimundo Bartolomeu, o Bertim.

O desembargador Mário Reis concedeu, através de uma liminar, hábeas corpus para José Augusto Figueiredo Mendes, Ilson de Jesus Mendes Silva e o Coronel Roberto Uchoa, todos acusados de participarem da morte do prefeito Bertim, ocorrido no dia 6 de março passado.

Restam presos no quartel da Policia Militar em São Luís, somente os três policiais acusados de serem os executores, que são os sargentos José Evangelista Duarte da Costa e Benedito Manoel Martins Serrão, e o soldado Raimundo Nonato Salgado.

A greve, também é em protesto à Assembléia Legislativa do Estado do Maranhão, em não instaurar nenhum procedimento para apurar as denúncias feitas contra o deputado estadual Paulo Neto (PSB), de desviar recursos da Prefeitura de Presidente Vargas, na gestão do então prefeito assassinado, de janeiro de 2005 à março de 2007.

Bastante constrangido tomamos conhecimento da decisão do Dr. Benedito Coroba, promotor do caso Raimundo Bartolomeu, o Bertim, prefeito de Presidente Vargas, assassinado em 6.3.2007, as 10h30. As decisões equivocadas têm contribuído para danos irreparáveis no campo da criminalidade.

Nos idos de 1966 o Egrégio Tribunal de Justiça do Estado concedeu hábeas corpus a um grupo de criminosos que assassinaram no município de Riachão-MA o ex-padre Vitorino de origem Italiana e que naquele município tinha se destacado no campo da educação com invejável destaque para a sociedade local.

As razões do assassinato foram porque um determinado motorista naquele município atropelou acidentalmente a filha de um dos criminosos, e para se livrar da sanha dos assassinos penetrou em uma das residências da cidade de Riachão-MA e foi localizar-se debaixo da cama do casal. Os criminosos invadiram a residência e cometeram o assassinato com grande índice de crueldade.

Os assassinos estavam impune, ninguém tinha coragem de denunciar ao poder revolucionário tão hediondo homicídio. O ex-sacerdote escreveu ao presidente Castelo Branco, que acionou os órgãos de segurança e a prisão dos criminosos foi efetuada.

O Egrégio Tribunal de Justiça naquela ocasião concedeu hábeas corpus aos criminosos, estes regressaram ao município de Riachão, com o propósito de assassinar o denunciante.

O ex-sacerdote, prevendo a represália, veio a São Luís e confidenciou ao Dr. Domingos Matos Pereira, filho de Riachão, e ao autor deste artigo que os seus dias estavam contados, os criminosos já haviam conseguindo o aval da Justiça para executar o crime.

O denunciante receando a confirmação da ameaça passava as noites de vigílias em companhia da esposa e dos filhos.

Os criminosos venderam os seus haveres e se deslocaram para o estado de Mato Grosso ao se instalar naquela localidade contrataram um criminoso de aluguel, este se deslocou para Riachão e lá executou o crime de encomenda.

Os membros do Tribunal, após consumado o crime, alegavam que o hábeas corpus foi legal, a legislação vigente protegia os criminosos. Quando há uma tendência a um tribunal proteger um crime a legislação é frágil.

O episódio do índio Galdino em que os criminosos queimaram com gasolina a pobre vítima, a juíza responsável pelo julgamento formulou uma decisão, alegando que os rapazes não estavam com a intenção de matar, mas sim um ato de brincadeira.

Os responsáveis pelo crime eram filhos de personagem do judiciário de Brasília. Quando se trata de um criminoso medalhudo ou protegido pelos medalhudos a lei se torna frágil.

Casiola usurpou um 1,5 milhão de dólares, com a conivência de um membro da diretoria do Banco Central, Francisco Lopes. Este larápio tinha dupla cidadania na Itália e no Brasil, com a concessão do hábeas corpus ele partiu para a Itália e lá está usufruindo daquele dinheiro imundo.

O promotor Celso Magalhães, responsável pela denúncia do célebre Crime da Baronesa, investigou e denunciou a baronesa criminosa. Se tratando de uma dama da sociedade maranhense com grandes vínculos da classe rica e média foi às barras do Tribunal, porém as lojas maçônicas daquela época conseguiram que os jurados absolvessem a baronesa criminosa e o promotor, autor das investigações, foi exonerado do cargo.

Não tivemos a oportunidade de ler o livro escrito por um talentoso magistrado, mas tivemos a oportunidade de ler uma obra publicada pelo Dr. Olavo Correa Lima, que narra os fatos que acabamos de descrever.

Ao Dr. Benedito Coroba a minha irrestrita solidariedade como cidadão que luta cotidianamente, por uma sociedade mais justa e mais perfeita.

Lamentavelmente não conheço o Dr. Coroba, só por meio da imprensa falada e escrita, mas admiro o seu trabalho como membro do Ministério Público. Estendo a minha solidariedade ao Dr. Lúcio Soares e às testemunhas deste crime hediondo e todos os envolvidos na investigação e elucidação do crime.

O caminho daqueles que lutam pela Justiça estão ameaçados de graves riscos, nos reportando à história universal nos idos de 1773 quando o papa Clemente XIV extingui o Tribunal do Santo Ofício, acolhendo o apelo de vários reis maçons, sua santidade convocou o geral dos Jesuítas para juntamente assinar o decreto da extinção do Tribunal do Santo Ofício, após assinatura de tal decreto o papa declarou aos reis presentes que acabava de assinar a sua própria sentença de morte.

O ódio dos Jesuítas foi implacável contra o papa Clemente XIV, maquinaram o seu envenenamento em 1774. O médico fez o diagnóstico, e os Jesuítas ameaçaram o médico, que cruzou os braços e o papa veio a falecer.

O pontificado de Clemente XIV foi de 1769 a 1774. Ele foi um papa protetor das letras e das artes, os demônios embatinados foram inclementes com a santidade.

Muitos membros do clero por razões inconversáveis defendem os demônios embatinados.

Nesta oportunidade conclamo a Associação dos Magistrados Maranhense, Associação dos Promotores e a sociedade em geral a formarem uma cruzada em defesa de todos os responsáveis pela investigação e elucidação do crime, que ofereçam todo apoio possível, contra uma possível represália dos criminosos.

Até quando irá a sociedade ser penalizada por decisões iníquas.

As decisões equivocadas semelhante à que o Dr. Coroba faz referência ao desembargador Mário Reis, os seus danos não se limitam somente ao presente, irão contribuir no futuro para omissão e, em contrapartida, à impunidade dos criminosos.Os promotores, no cumprimento do seu dever de ofício, se sentem inibidos em denunciar o crime e a omissão será em benefício dos criminosos com sérios prejuízos há segurança da sociedade.

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