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7 de julho de 2007
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Por José Linhares Jr.

Movimento foi declarado ilegal pelo juiz da 5ª Vara da Fazenda, mas os docentes desrespeitaram a decisão e não retornaram ao trabalho

Em greve desde o dia 23 de maio, os professores da rede estadual de ensino decidiram ontem, 6, em assembléia geral realizada na quadra de esportes do Centro de Ensino Governador Edison Lobão (Cegel), pela continuidade da greve. A decisão ocorreu em uma semana tumultuada. Com a decisão do juiz da 5º Vara da Fazenda, que declarou a greve ilegal, o governo do estado expediu circular no dia 4 de julho determinando desconto nos salários dos professores que não retornarem imediatamente ao serviço.

Para o presidente do Sindicado dos Trabalhadores em Educação Pública do Maranhão (Sinproesemma), Odair José, o governo não está mais disposto a negociar, mas sim em acabar com a greve a qualquer custo. “O governo não quer mais ouvir a classe e nem negociar. Ao invés disso, tenta nos intimidar por meio de ameaças como esta”.

No início da assembléia que determinou a continuação do movimento de greve, a assessoria jurídica do sindicato, na pessoa do advogado Luiz Henrique Falcão, fez algumas considerações e explicou os trâmites judiciais sobre o processo.

O advogado afirmou que uma decisão judicial favorável a um mandato de junção impetrado por policiais federais deve abrir precedentes contra a decisão da 5ª Vara da Fazenda. “É bem provável que o STF conceda uma decisão que regulamente a greve dos servidores públicos com base na mesma regulamentação dos trabalhadores do setor privado. Caso isso ocorra, termos um precedente muito favorável ao movimento grevista dos professores da rede estadual de ensino”, explicou.

Sobre a decisão judicial que tornou a greve ilegal e obriga o Sinproesemma a pagar multa diária de R$ 50 mil ao dia, o advogado disse que o sindicato vai “entrar com um agravo de instrumento para tentar reverter esta situação”.

Classe unida – Quando o presidente do Simproesemma conclamou os professores a votarem a favor da manutenção da greve ele foi ovacionado por todos os professores que participaram da assembléia. “Não vamos ceder! Esta greve não será resolvida na Justiça, mas na mesa de negociação”, frisou Odair José.

Além de decidirem pela manutenção da greve, os professores afirmaram que iriam intensificar os protestos. “Vamos aumentar o número de ações e expandi-las por todo o estado”, prometeu Odair José.

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