
A escolha da empresa se deu por meio de um processo democrático e transparente, em reunião na última quinta-feira, com a presença da gestora Telma Pinheiro, técnicos da Secretaria e de representantes do Sindicato dos Engenheiros do Maranhão (Senge), Sindicato das Indústrias da Construção Civil do Estado do Maranhão (Sinduscon) e Sindicato das Indústrias da Construção Pesada do Estado do Maranhão (Sincopem).
"O governo do Maranhão escolheu a empresa pernambucana em colegiado, porque sabe o valor de uma gestão transparente e íntegra. E é assim que este governo vai proceder em todas as obras de caráter emergencial, ou seja, quando não houver necessidade de licitação", afirmou Telma Pinheiro, acrescentando que o grupo utilizou como critérios especialidade e experiência em obras de concreto armado como pontes e viadutos. Ela esclareceu ainda que embora não estivesse presente à reunião, o Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia do Maranhão (Crea/MA) foi convidado a participar.
O presidente do Sinduscon, João Alberto Teixeira Mota Filho, parabenizou o governo do Maranhão pela iniciativa de chamar os representantes do setor no estado para a escolha da empresa. "É a primeira vez que isso acontece no Maranhão", comemorou o engenheiro. Ele esclareceu que além dos critérios de especialidade e experiência, outro fato muito importante foi considerado para a escolha da Jatobeton. "Ela foi a empresa responsável pelas obras de alargamento da ponte e, por isso, já possui conhecimento acerca de toda a sua estrutura".
Segundo Telma Pinheiro, um dos grandes objetivos do governo ao estabelecer essa metodologia para obras emergenciais, é democratizar as decisões para o setor. Ela destacou que assim como aconteceu com a Jatobeton, quando a empresa escolhida não for maranhense, o contrato rezará que, as obras terão a supervisão do governo do estado em parceria com as entidades representativas do setor e deverá ser utilizado o máximo da cadeia produtiva local.
"A idéia do governo com essas medidas é ocasionar mais geração de emprego, a transferência de tecnologia para as atividades e profissionais envolvidos, além do incremento da economia do estado", garantiu a secretária. Ela informou, ainda, que o canteiro de obras deve começar a ser montado imediatamente após a assinatura do contrato e que a previsão de conclusão para a recuperação da Ponte José Sarney é de 180 dias a partir do início das obras.
As obras foram orçadas em um valor em torno de R$ 3,4 milhões. Alem da Jatobeton Engenharia, também enviaram propostas as empresas Engegraut, do Rio de Janeiro, Soteral, da Bahia, Reconcret, do Maranhão e PS Construções, de São Paulo.
Riscos - Ampliada e modernizada no início da década de 90, a Ponte José Sarney, que tem 820m de extensão e liga o centro da capital maranhense ao bairro do São Francisco, sofreu poucas reformas de reforços em suas bases desde a inauguração, em 1970 - nenhuma desde a sua duplicação. O desgaste natural ocasionado pela maresia e a falta de manutenção só poderiam, ao longo de mais de 30 anos, resultar em um sério comprometimento estrutural da ponte, constatado em uma recente vistoria técnica feita pelo Crea/MA.
Realizado por quatro engenheiros civis especializados em estrutura, que integram o Programa de Fiscalização Preventiva Integrada (FPI) do Crea, o laudo técnico de inspeção, encaminhado no mês passado ao governo do Maranhão, recomendava uma imediata reforma da ponte, dispensando inclusive a usual licitação.