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PolíciaPolícia captura mulher que mandou mandar o marido

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28 de julho de 2007
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Morte do cabo PM

Por determinação da Justiça, uma equipe da Polícia Civil prendeu ontem (27), por volta do meio-dia, Kátia Maria Ribeiro Silva Pereira. Ela foi julgada e condenada a 19 anos de prisão, após ser submetida a julgamento no dia 5 de julho de 2005, sob a acusação de ter mandado matar seu marido, o cabo PM Jocivaldo Silva Pereira, em abril de 2002. Kátia estava em sua residência na Coréia de Baixo quando foi presa.

A ação foi coordenada pelo delegado Agamenon de Jesus Azevedo, superintendente de Polícia Civil da Capital, com apoio de agentes da superintendência. O mandado de prisão preventiva foi expedido pelo juiz José de Arimatéia Silva, titular da 1ª Vara do Tribunal do Júri, na quarta-feira passada.

Os familiares de Kátia Ribeiro, que residem na Rua 1º de Julho, nº 74, na Coréia de Baixo, não permitiram a entrada dos policiais para que efetuassem a prisão dela. Diante da resistência, o delegado Agamenon Azevedo se dirigiu até o Fórum e conseguiu a autorização do juiz José de Arimatéia para entrar na casa da ré.

Familiares do cabo Jocivaldo acompanharam a operação e sentiram-se aliviados com a prisão de Kátia Ribeiro. "Há mais de cinco anos esperamos que a justiça fosse feita. Hoje podemos ter certeza de que isso aconteceu", disse Evandro Ribeiro Araújo Silva, irmão do cabo assassinado.

Após a condenação, os advogados de Kátia Ribeiro entraram com um recurso pedindo a anulação do julgamento, alegando que as camisas usadas pelos familiares do cabo assassinado teriam influenciado na decisão dos jurados, e que estes estavam atendendo aos celulares durante a sessão. No dia 4 de abril de 2006, porém, em sessão realizada no Tribunal de Justiça do Maranhão, presidida pelo desembargador Antônio Bayma, o pedido foi negado.

Entenda o caso - O crime aconteceu no dia 6 de abril de 2002, no final da linha Altos do Calhau, depois que o militar foi atraído pela ex-esposa para o local. Após sua prisão, no dia 9 de maio de 2002, Kátia Ribeiro confessou ser a mandante do crime junto com o seu amante, Carlos Magno Viana Correa, com o objetivo de receber um seguro no valor de R$ 80 mil.

No dia do crime, Kátia havia marcado um encontro com o cabo Jocivaldo, próximo ao Comando Geral da PM, no Calhau, para conversarem sobre a reconciliação do casal. Do local de onde haviam marcado, os dois foram andando em direção ao bairro Altos do Calhau, onde no percurso encontraram um veículo Palio, cor verde parado, no "prego". Junto ao automóvel se encontravam o motorista Almir Fernandes da Silva e o pistoleiro Sandoval Rodrigues, que atirou e esfaqueou o Pm.

Os primeiros a serem presos foram Sandoval Rodrigues e Almir da Silva, no dia 26 de abril. Os dois confessaram terem participado do crime e a autoria intelectual da parte de Kátia e Carlos Magno, tendo recebido R$ 300 e mais um aparelho de som avaliado em R$ 700, dado pela então esposa do militar.

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