Deputado garante que governo está comprando medicamento de qualidadeDe posse de vasta documentação, o líder do Governo, Edivaldo Holanda (PTC), mostrou, em pronunciamento na Assembléia Legislativa na terça-feira (17), que a Secretaria de Estado da Saúde (SES) está comprando de forma regular o medicamento toxina botulínica (botox), fabricado por um laboratório norte-americano para tratamento de pacientes portadores de seqüelas motoras neurológicas e doenças degenerativas medulares, entre outras. Edvaldo revelou que o produto chinês, citado pela oposição como de menor preço, é condenado pelo mundo científico e não é recomendado pela maioria dos médicos.
Edivaldo Holanda acusou o líder da oposição, Ricardo Murad, autor da denúncia, de manipular as informações sobre a compra do produto apenas para prejudicar a imagem do governo, e defendeu de forma enfática o secretário de Saúde, Edmundo Gomes”, afirmou.
Quando saiu a denúncia, Edivaldo foi até Edmundo Gomes, falar sobre o assunto, do qual recebeu as explicações levadas para a Assembléia. Soube também que o único médico que trabalha com o produto no Maranhão, Arthur Almeida, do Hospital Universitário, só receita o remédio fabricado nos EUA. Além de ter lido trechos de estudos de médicos e cientistas de todo mundo contra o produto chinês, Edivaldo Holanda mostrou que o Ministério Público Federal entrou com ação contra a comercialização dele no Brasil.
Hospital Universitário - “O referido medicamento está sendo comprado para utilização, exclusivamente, no tratamento de pacientes portadores de seqüelas motoras neurológicas, espasticidade disfuncional e doenças degenerativas medulares, entre outras patologias de semelhante gravidade, atendidos no Hospital Universitário. A SES está adotando criteriosamente todas as medidas legais para adquirir um produto com segurança e com eficácia”, explicou. Holanda frisou que o produto norte-americano é de primeira qualidade e o chinês não, por isso custa quatro vezes mais que o similar fabricado na China.
“Esse produto chinês é um produto reprovado pela comunidade científica mundial, ele só é comercializado no Paraguai, no Uruguai e no Brasil, em algumas regiões, e foi reprovado em sucessivos Congressos Internacionais de Medicina, garantiu.
A ação do Ministério Público Federal contra a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) é para que ela não aceite a comercialização do Prosigne chinês, porque é prejudicial à saúde humana. Enquanto o norte-americano é derivado da albumina humana, o Prosigne é uma gelatina de origem bovina. O Ministério Público Federal no Distrito Federal também ajuizou uma ação civil pública contra a Anvisa e o Laboratório Cristália, do interior de São Paulo, para suspender o registro e a comercialização do medicamento BTAX Cristália, uma toxina botulínica tipo A, também de origem chinesa, e usada no tratamento de pacientes com paralisia cerebral, para evitar espasmos musculares.
“A reação desse produto de origem bovina é altamente lesiva, chega a necrosar a região da aplicação”, revelou ainda o líder do Governo.
Exclusividade - Outra denúncia rebatida pelo líder do Governo foi em relação ao processo de escolha da empresa que vai fornecer o produto norte-americano. Edivaldo Holanda explicou que a empresa apresentou carta de exclusividade para a comercialização do produto emitida pela Associação Comercial do Maranhão e que o preço nacional é de cerca de R$ 1.534,96 uma ampola, e o Estado está comprando a unidade por R$ 1.330. “O Maranhão usa apenas 50 ampolas por mês. Mesmo assim, o custo é muito alto para os cofres do estado, mas a determinação do governador é para a Secretaria de Saúde oferecer o melhor para os pacientes seqüelados que procuram a rede pública estadual”, garantiu Edivaldo.
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