Pr. Irailton Melo de Souza
“Depois de terem comido, perguntou Jesus a Simão Pedro: Simão, filho de João, amas-me mais do que estes outros? Ele respondeu: Sim, Senhor, tu sabes que te amo. Ele lhe disse: Apascenta os meus cordeiros. Tornou a perguntar-lhe pela segunda vez: Simão, filho de João, tu me amas? Ele lhe respondeu: Sim, Senhor, tu sabes que te amo. Disse-lhe Jesus: Pastoreia as minhas ovelhas. Pela terceira vez Jesus lhe perguntou: Simão, filho de João, tu me amas? Pedro entristeceu-se por ele lhe ter dito, pela terceira vez: Tu me amas? E respondeu-lhe: Senhor, tu sabes todas as coisas, tu sabes que eu te amo. Jesus lhe disse: Apascenta as minhas ovelhas. Em verdade, em verdade te digo que, quando eras mais moço, tu te cingias a ti mesmo e andavas por onde querias; quando, porém, fores velho, estenderás as mãos, e outro te cingirá e te levará para onde não queres” – Jo 21.15-18.
Em que deve se basear todo aquele que está sobre autoridade? A experiência de Jesus com Pedro não deixa dúvidas de que deve se basear no amor. Antes de dizer para Pedro pastorear suas ovelhas, Jesus lhe perguntou: “tu me amas?”. Alguns amigos pastores consideram que em muitos casos só amando muito a Jesus para pastorear as ovelhas dele! Considerações à parte, o que hermeneuticamente depreendemos do encontro de Jesus com Pedro é que Jesus estava restaurando as emoções de Pedro, em face da experiência da negação, e afirmando o seu chamado ministerial, sob uma nova base: o amor. Se Pedro estava voltando ao projeto original por amor a Jesus, era líquido e certo que esse amor seria socializado com as ovelhas de Jesus. Se esta foi a prerrogativa para Pedro também é para todos nós hoje: quem exerce a autoridade deve fazê-lo em amor e quem está sob autoridade, idem