A pergunta que o Sistema Mirante não faz: Quais as verdades e as mentiras de Sarney?
Realmente os fariseus do tempo de Jesus seriam rebaixados a reles contadores de causos se comparados aos hipócritas que se aninharam no Sistema Mirante de Mentiras para executar as mais repugnantes tarefas direcionadas à sociedade, veiculando as mais variadas formas de agressão, inclusive calúnias, injúrias e difamação contra adversários. O mais grave é que os principais instrumentos a serviço das imposturas são concessões públicas que, por força de lei, têm o compromisso inarredável de difundir informações construtivas e promover a educação, a cultura o lazer, enfim, todas as atividades que colaborem para ampliar de forma qualitativa os padrões de conhecimento do cidadão. Que constituam uma espécie de fronteira da liberdade e da civilização, sobretudo em relação à juventude.
Infelizmente, de tanto prosperar a leviandade, até há pouco tempo era difícil separar o joio do trigo. Corruptos inveterados assumiam falsas posturas de pessoas decentes para cobrar honradez dos adversários, como se, num passe de mágica, todas as pilantropias praticadas houvessem sido apagadas e a população esquecido. Mesmo considerando impróprias quaisquer generalizações, o padre Antônio Vieira dizia, em seus famosos sermões que, no Maranhão, até o sol mente. Talvez por isto se explique a razão por que um modesto secretário do Tribunal de Justiça, pouco mais de 40 anos depois, sem nunca ter ganhado a mega-sena ou sido contemplado com qualquer herança significativa, tenha se transformado numa das maiores fortunas do País. O “milagre” seria explicado com a mudança da carreira de funcionário público para dedicar-se à de político profissional. E bote profissional nisto.
- A oligarquia Sarney, liderada por aquele ex-funcionário do TJ, tem contra si um número incontável de acusações, onde predomina a malversação de recursos públicos. Foram 40 anos de mando absoluto do coronel, ora ocupando diretamente o governo do Estado, ora influindo indiretamente através do governo federal, mas sempre cuidadoso e eficiente no trato com os interesses da família e dos seus serviçais da política. Para não ir muito longe no relato da ascensão político-financeira do grupo, fixemo-nos, e de forma rápida, para não enlamear os leitores, na última aventura da oligarquia Sarney no poder estadual, apelidado de governo Roseana. Foram quase oito anos em que a despreparada moça ensinou como não se deve administrar um Estado. E, ainda por cima, deixando um legado de escândalos os mais diversos, todos eles com o dinheiro do contribuinte escorrendo pelo ralo da corrupção. Não é de admirar que, ao final destes quase oito anos de farra com o dinheiro público, o Maranhão tenha sido comparado aos piores países africanos em termos de miséria.
- É com esse currículo, digno da gangue de Al Capone, que a trupe sarneyzista se julga habilitada para fazer acusações aos governos de José Reinaldo e, a partir de 2007, de Jackson Lago. Afirma que as estradas no interior estão intrafegáveis, mas esconde que Roseana recebeu verba a perder de vista do governo federal para esta finalidade e os trabalhos que realizou não resistiram ao primeiro inverno. Isso sem falar na famosa estrada-fantasma Paulo Ramos/Arame. Por sinal, onde os herdeiros da extinta capitania hereditária colocaram os recursos que vieram para essa e outras obras invisíveis, a exemplo dos projetos Salangô, Usimar e tanto outros?
Cobra manutenção para a urbanização da Lagoa da Jansen, mas não informa onde ela e Zequinha colocaram o dinheiro que veio para despoluir a mesma Lagoa. Dizem os protagonistas e lacaios da ex-oligarquia que a educação vai mal, mas não têm a dignidade de mostrar quais os seus avanços nessa área. É mesmo uma missão impossível, pois a célebre dupla Jorginho/Roseana Sarney Murad não construiu sequer uma sala de aula. E, para completar, fez uma criminosa gracinha com a Fundação Roberto Marinho, contemplando-a com cem milhões de reais para o famigerado teleensino.
Como os fariseus do tempo de Cristo, o grupo Sarney atira pedras contra os que não crêem nos seus falsos deuses, o poder e a riqueza. Exatamente quem professa a mais convicta e sincera fé naquele que pregou a liberdade, a justiça, a solidariedade, a humildade e, sobre todas as coisas, o amor a Deus-pai; seguido do amor aos homens. Mas, como os fariseus de ontem, os atuais nem em sonho cultuam e cultivam esses valores espirituais santificados.
Onde está a verdade?
Discurso pronunciado por José Sarney, na sede do Jornal Pequeno, quando o Órgão das multidões festejava a inauguração da sua sede própria, em 1962.
“Esta é apenas a complementação e abraço de congratulação que tenho o dever de trazer ao Jornal PEQUENO, no momento em que este Jornal inaugura a sua sede própria. Na realidade, você, Ribamar Bogéa, conseguiu ter um Jornal que, nesta cidade de São Luís, é um patrimônio da cidade, eminentemente rebelde, que se identifica com os tipos, as fileiras, as criticas encontradas nas fileiras deste Jornal. Há, sobretudo para nós, nesse instante em que lhe congratulamos nesse dia de vitória, a certeza de que a sua vitória é uma vitória eminentemente do povo, porque a força do seu Jornal, a grande força da sua vitória, a grande presença dessa festa é a independência com que em suas colunas sempre portou o seu Jornal. Tem sido até hoje um jornal do povo, identificando com as causas do povo, e daí o sucesso da sua grande vitória. Nós nos curvamos ao jornal PEQUENO, porque estamos nos curvando diante do povo de São Luís, que tem no jornal PEQUENO as suas grandes aspirações, numa demonstração que você conseguiu vencer e que você conseguiu triunfar, fazendo um jornal fiel às suas tradições populares, sem nunca receber ajuda de governo ou de quem quer que seja. De cabeça altiva, de cabeça alta, para nesse dia e nesse instante receber o nosso abraço e a reverência de todos nós, na certeza de que o jornal PEQUENO continuará a ser jornal que tem sido em favor das aspirações populares.
Abraço-lhe e ao seu filho, neste instante e neste momento, como estou abraçando a vitória do povo de São Luís nas colunas do jornal PEQUENO.
Em audiência com Médici, Sarney, o grande “estadista”, “pai, mãe e guardião” da Liberdade e do restabelecimento do Estado Democrático de Direito, assim se dirigiu ao general-presidente:
“Vim comunicar ao Exmo. SR. Presidente da República o meu afastamento do governo do Maranhão no próximo dia 14, para ficar em condições institucionais de disputar uma cadeira no senado, atendendo o apelo que não posso recusar, e agradecer a S. Exa. o apoio do Governo Federal e da Revolução à grande ajuda que foi dada durante meu mandato. A minha vocação política me impõe essa decisão para ser coerente com a orientação de renovação que a Revolução implantou no meu Estado. A questão sucessória é da absoluta alçada do Sr. Presidente e o meu desejo é que indique um nome que possa dar ao Maranhão um dinamismo bem maior.(...)”
Que pérola de subserviência, não?
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