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6 de junho de 2007
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Bala perdida

Uma bala perdida no município de Colinas serviu de mote para que o deputado Max Barros exercitasse sua atividade parlamentar preferida: desancar, insultar, atacar a secretária de Segurança Cidadã, Eurídice Vidigal. Como se fizesse parte das funções de um secretário de Segurança desviar a trajetória de balas perdidas. Para ele, a inapetência de uma mulher para o cargo prova-se em Eurídice que deveria, no máximo, exercer uma assessoria, nada mais.

Pior é que a campanha do parlamentar não tem rumo, não tem nexo, tem apenas a intenção evidente de perseguir. Tanto que ele não sabe nem sequer o nome da gestora da segurança pública do Maranhão. Na segunda-feira, por quatro vezes chamou a secretária de Erenice. Talvez, com isso, esteja apenas comprovando sua própria inapetência para o exercício da função parlamentar, pois discursa no vazio, sem dados concretos, como quem obedece a ordens sigilosas, sem saber muito bem o que está dizendo, ou contra quem e o quê está se pronunciando.

É difícil até crer, como ficou evidente no debate que envolveu diversos parlamentares, que ainda existam pessoas, inclusive com formação superior, capazes de acreditar que a repressão pela repressão, pura e simples, a cadeia carregada de sofrimentos e humilhações bastem para conter a violência e a criminalidade. Nem na Idade Média se acreditava mais nisso.

Querem agora os áulicos de Sarney transferir as conquistas da Segurança Cidadã para o deputado Raimundo Cutrim, referindo-se, inclusive, ao Pólo Coroadinho que engloba 16 bairros onde há 104 dias não ocorre um único homicídio. Não conseguem suportar que parlamentares como Eliziane Gama, Cleide Coutinho, José Lima, Arnaldo Melo, dentre outros, ocupem a tribuna de apartes para falar dos sucessos da Segurança Cidadã também em seus municípios.

Ora, Cutrim passou quase uma década como secretário de Segurança e nesse período, apesar de todo esforço, de toda dedicação, de toda modernização que implantou no aparelho policial, administrou um volume irresponsável de revoltas em presídios e cadeias públicas, inclusive com presos posando para os fotógrafos exibindo as cabeças de seus desafetos; mais assaltos a bancos que em filmes americanos de bang bang; matança generalizada no interior do Estado e desovas em São Luís; uma década de crianças sendo mortas, emasculadas e autores dos crimes sendo inventados, para só depois a Polícia descobrir o verdadeiro autor, isso para não falar nos sucessivos assassinatos de prefeitos e na morte de um delegado da elite num domingo de sol, em plena avenida Litorânea, a um quilômetro da casa da então governadora.

Era essa a Segurança do Governo Roseana Sarney, apesar de todo esforço e competência do secretário Raimundo Cutrim, que assumiu após a execução do banco Bel, responsável pela execução do delegado Stênio Mendonça, numa total irresponsabilidade da Segurança e da Polícia Militar de Roseana Sarney.

Quanto ao deputado Max Barros, sua postura machista e de total desconhecimento da matéria o transforma em uma bala perdida dentro do parlamento. Uma bala que certamente não será encontrada pelos eleitores nas próximas eleições. Machismo no século 21 já é demais. Untado com as tintas da burrice, não dá nem para agüentar.

Sem limites

O deputado Arnaldo Melo disse, ontem, que não dá para discutir um assunto tão sério como Segurança Pública com pessoas como o líder da oposição, Ricardo Murad.

Que são capazes de dizer da tribuna que a decretação do estado de emergência no Sistema Penitenciário, pelo governador Jackson Lago, tem o único objetivo de pagar as contas de campanha do ministro Edison Vidigal.

Se alguém já ouviu falar em crime de calúnia e difamação, dificilmente se haverá cometido maior no Maranhão.

Presídios

O deputado Marcelo Tavares afirmou que a terrível situação dos presídios no Brasil tem origem em chagas do modelo social. Já a deputada Eliziane Gama entende que a eficácia do sistema de Segurança Cidadã não se discute, diante dos resultados positivos alcançados em outros países e do sucesso de sua implantação em outros estados do Brasil.

Segundo Eliziane Gama a Organização das Nações Unidas já se solidarizou com a Secretária Eurídice Vidigal e mostrou interesse em apoiar os Planos Locais.

Para Eliziane Gama, a decretação do estado de emergência significa que o governo está tendo a coragem de enfrentar os problemas do Maranhão como eles devem ser enfrentados.

Copa do mundo

O deputado Edivaldo Holanda informou que o governador Jackson Lago enviou carta ao presidente da Confederação Brasileira de Futebol, Ricardo Teixeira, sugerindo que São Luís seja uma das praças para realização de jogos da próxima Copa do Mundo.

Respondia a críticas do deputado Ricardo Murad. Lamentou que o grupo político de Sarney e Ricardo Murad não usem a influência que tem junto à CBF e a Ricardo Teixeira para que a pretensão maranhense de também sediar a Copa do Mundo se consume.

Em tempo: Fernando Sarney é vice-presidente da CBF e Roseana Sarney e Ricardo Murad receberam, cada um, 100 mil reais da CBF para estourar na última campanha eleitoral.

Congratulações

O deputado Pavão Filho (PDT) propôs, na Assembléia Legislativa um voto de louvor e de congratulações ao Jornal Pequeno, em razão do editorial intitulado “O ideal municipalista”, publicado na edição de ontem, e que trata da fusão das secretarias de Cidades e Infra-Estrutura, baseada em projeto de iniciativa do Executivo que tramita Assembléia.

Para Pavão Filho, esta medida efetivamente traduz o ideal municipalista do governo Jackson Lago, que pretende levar as ações governamentais a todas as regiões do Estado.

Dinheiro fácil

O relatório do Tribunal de Contas da União (TCU) sobre a auditoria nas obras no Aeroporto Internacional de Macapá apresenta problemas como, por exemplo, o superfaturamento do preço contratado de R$ 112.804.479,96, que teria vigência entre 6 de dezembro de 2004 e 14 de dezembro de 2006.

Foi pago, também, o correspondente a nove meses de serviços que não foram prestados pelo consórcio, somando um valor recebido de R$ 2.040.281,18.

O ministro recomenda a exclusão dos pagamentos que somaram R$ 954.239,36 referentes aos meses de janeiro a abril. Até os serviços de copa teriam sido superfaturados, de acordo com o TCU. (Ucho Hadad – São Paulo)

Bateu na trave

O ministro do TCU, Raimundo Carreiro, que pensava em candidatar-se a prefeito na desconhecida São Raimundo das Mangabeiras (MA), escapou de uma pegadinha.

Entre os 800 processos que recebeu de herança do ministro anterior, que deixou o cargo há três anos, estava o que investiga irregularidades no aeroporto internacional de Macapá, cuja obra tem a assinatura de emenda ao Orçamento do seu padrinho político, senador José Sarney (PMDB-AP).

A obra está sendo tocada pelo consórcio Gautama-Beter, que está sob suspeita. Carreiro escapou por pouco, pois o processo foi despachado por outro ministro, Benjamim Zymler, em novembro passado. (Ucho Hadad – São Paulo)

MIUDINHAS

A deputada Helena Heluy (PT) voltou a mostrar suas apreensões com a possibilidade de fusão das Secretarias de Cidades e Infra-Estrutura, conforme Medida Provisória encaminhada pelo governo do Estado à Assembléia Legislativa.

Heluy disse que a Secretaria de Cidades não é um órgão a mais, traz dentro de si uma filosofia e uma causa no sentido de fazer cumprir o Estatuto das Cidades e o que preceituam os artigos 182 e 183 da Constituição Federal.

A Comissão de Seguridade Social e Família aprovou substitutivo do deputado Ribamar Alves (PSB-MA) a projeto do Senado que amplia a abrangência e o alcance do salário-maternidade.

A proposta altera a lei que trata da concessão do benefício. Uma das mudanças do deputado Ribamar Alves atende às mães que tiveram bebês prematuros.

O texto determina que, quando o nascimento ocorrer com menos de 37 semanas, o tempo de duração do salário-maternidade será acrescido do número de semanas equivalente à diferença entre o nascimento e a idade gestacional do recém-nascido.

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