Assembléia intermediará negociação sobre nova política salarial do governo
O presidente da Assembléia Legislativa, João Evangelista (PSDB), anunciou, ontem, durante reunião com representantes de categorias dos servidores públicos, que o parlamento estadual intermediará as negociações com o governo sobre a lei que instituiu a nova política salarial dos servidores. A primeira reunião entre governo, Assembléia e servidores está agendada para hoje.
Além de Evangelista, participaram da reunião o líder do governo, Edivaldo Holanda (PTC), e os deputados César Pires (DEM), Victor Mendes (PV), Hélio Soares (PP), Fufuca Dantas (PMDB), Pavão Filho e Pedro Veloso, ambos do PDT. As categorias foram representadas pelo Sindicato dos Servidores Estaduais, CUT (Central Única dos Trabalhadores), Sintuema (Sindicato dos Trabalhadores da Uema), Sinproesemma (Sindicato dos Professores da Educação Básica), Sindicato dos Vigilantes e Sindisalem (Sindicato dos Servidores da Assembléia Legislativa).
Segundo explicou o presidente do Sinproesemma, Odair José, o movimento unificado dos servidores tem um único foco: acabar com o subsídio integral; medida adotada pelo governo que pôs fim ao salário fracionado [gratificações]. Em protesto à nova política salarial, os professores da rede estadual e da Uema decretaram greve há mais de um mês.
O deputado César Pires destacou que além de mexer em direitos históricos, como insalubridade e qüinqüênio, as mudanças trazem prejuízos para a qualidade da Educação. Ele lembrou que a lei tira o direito de acréscimo na remuneração para os professores que obtiverem títulos de especialização, mestrado, doutorado e pós-doutorado.
“Acredito que, da forma como está, o estatuto [do magistério] poderia explodir uma folha [de pagamento de pessoal]. Mas as mudanças precisariam ser discutidas, porque, pelo modo como foram feitas, suprimiram tudo [direitos trabalhistas]?, declarou César Pires.
João Evangelista afirmou que o governador Jackson Lago (PDT) está sensível à situação dos servidores públicos. “Tenho certeza que com o diálogo chegaremos a um senso comum”, assinalou.