Obras da Usina de Estreito são reiniciadasOs trabalhos construtivos no canteiro de obras da Usina Hidrelétrica Estreito (UHE Estreito) foram retomados. Os 1.600 trabalhadores, entre diretos e indiretos, envolvidos com a construção da hidrelétrica, retornaram aos seus postos de trabalho após a autorização favorável da justiça para a retomada das obras. A celeridade normal da obra deverá ser atingida até amanhã, 6, com o desenvolvimento pleno das atividades.
O cronograma, que sofreu duas paralisações (a primeira devido à ação de manifestantes e indígenas na frente do canteiro, que impediu a entrada dos trabalhadores e a segunda provocada pela decisão liminar proibindo a evolução das obras), será refeito para minimizar o atraso.
Na decisão da desembargadora federal Assusete Magalhães, que proferiu a sentença a favor da implantação da hidrelétrica, foi destacado que “a paralisação das obras de construção da UHE Estreito atrasará em pelo menos 1 ano sua entrada em operação, pois seu plano de obra foi concebido em função do período de chuvas e do regime de cheia do Rio Tocantins e a primeira fase do empreendimento foi programada para iniciar no mês de junho, período denominado janela hidrológica”.
O gerente de Infra-Estrutura da UHE Estreito, César de Macau, disse que para acompanhar o cronograma de construção foram iniciadas duas etapas simultaneamente. “Retomamos as atividades de conclusão do canteiro de obras, o que chamamos de fase zero, e, paralelamente, para tentar recuperar o tempo perdido, já iniciamos os trabalhos da fase um, envolvendo as etapas de movimento de terra, que abrange os serviços de escavações e ensecadeiras”, explicou o engenheiro.
Os trabalhadores envolvidos nestas etapas já estão em campo e demonstraram satisfação ao receber a notícia da retomada das obras. “Estou alegre porque comecei a trabalhar. Eu tenho família e minhas responsabilidades, moro de aluguel e conto muito com esse emprego. Estava muito preocupado porque não sabia se tudo iria continuar ou não, tinha minhas dúvidas, mas estava torcendo para que tudo desse certo e a obra enfim continuasse”, comentou o motorista de veículos pesados César Lopes de Carvalho, de Estreito (MA). O motorista chegou até a fazer promessa para que a obra fosse retomada. “Estou assim meio barbudo devido uma promessa que fiz. Só tiraria a barba quando as obras voltassem ao normal. Agora vou tirar!”, revelou.
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