A Executiva Nacional do DEM decidiu pedir ontem o licenciamento do senador Renan Calheiros (PMDB-AL) da presidência do Senado. O partido sugere que ele fique licenciado até a conclusão das investigações sobre o suposto uso do lobista Cláudio Gontijo, da Mendes Júnior, para pagar aluguel e pensão à jornalista Mônica Veloso - com quem ele tem uma filha. Em nota oficial, o partido considerou “imperativo” o afastamento temporário de Renan como forma de agilizar as investigações.
“A Executiva entendeu que o presidente do Senado poderá fazer melhor sua defesa licenciado do cargo. Com isso tem mais tempo de fazer sua defesa de forma transparente”, disse o presidente do DEM, deputado Rodrigo Maia (RJ). O líder do DEM no Senado, José Agripino (RN), considerou “inócuo” o relatório de Cafeteira, já que ele está afastado de suas funções. “O relator que elaborou o texto já se exonerou da função. Um novo relator deve assumir a responsabilidade pelo que for votado.”
A Executiva do DEM cobrou a nomeação imediata de um relator para o caso Renan e considerou “incompatível com a imagem do Congresso a não-apuração correta e conclusiva do Conselho de Ética” no processo contra o senador.
Apesar de pedir o licenciamento de Rena, o DEM não vai participar do movimento ‘ Fora Renan’, que será lançado amanhã pelo PSOL.
Apesar de defender a investigação, o DEM disse que deve ser respeitado o amplo direito de defesa de Renan na investigação da denúncia com a apuração de responsabilidade.