O presidente em exercício do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Vladimir Rossi Lourenço, defendeu ontem, 26, que Renan Calheiros (PMDB-AL) se licencie do cargo de presidente do Senado e se submeta à investigação pelo Conselho de Ética da Casa.
Renan é acusado de ter recebido dinheiro da empreiteira Mendes Júnior para pagar pensão e aluguel à jornalista Mônica Veloso, com quem tem uma filha fora do casamento.
“Não é possível que ele vá continuar estendendo essa situação, escondendo-se atrás de duas situações novas: a ausência de um senador para atuar como relator do caso e as denúncias recentes contra Joaquim Roriz – também do PMDB –, que não podem servir de desvio de foco”, afirmou.
Roriz é acusado de negociar R$ 2,2 milhões de origem não conhecida com Tarcísio Franklin de Moura, ex-presidente do BRB (Banco de Brasília), preso na Operação Aquarela da Polícia Civil.