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NacionalConsumo de livros maior nas classes A e B revela desigualdade social, aponta pesquisa

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25 de junho de 2007
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São Paulo - O consumo de livros pelas famílias brasileiras concentra-se na classe alta: 90% das classes A e B têm mais de 10 livros em casa, enquanto na classe C essa quantidade corresponde a 66% e, nas classes D e E, a 42%. A conclusão é do estudo Gasto e Consumo das Famílias Brasileiras Contemporâneas, divulgado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

Segundo a pesquisa, ter maior quantidade de livros em casa está ligado ao fato de a pessoa se situar nos estratos de mais alta renda e ter mais escolaridade, o que denota as distâncias sociais.

Outro item que demonstra a desigualdade social é a compra de equipamentos de informática: os 20% mais ricos da população são responsáveis por 80% dos gastos com esse tipo de bem de consumo. De acordo com os pesquisadores , “a dinâmica cultural exacerba desigualdades e distâncias sociais”.

Os gastos com cultura, revela a pesquisa, são maiores para atividades “dentro de casa” – 85% dos brasileiros preferem atividades caseiras de música, vídeo, televisão e leitura do que gastar com atividades “fora do domicílio”. Apenas 17,8% das pessoas destinam gastos para práticas culturais (teatro, cinemas, circos, shows e museus, por exemplo) e divertimento (zoológicos, discotecas, etc).

Na avaliação do Ipea, audiovisuais como cinema, TV a cabo e equipamentos consomem mais o dinheiro das famílias brasileiras do que atividades relacionadas à leitura e à escrita. Em 2002, indicou o estudo, elas destinaram à cultura R$ 31,9 bilhões, ou 3% do seu total de gastos.

Entre esses gastos, as despesas anuais com audiovisuais lideram e chegam a R$ 13 bilhões, ou 41,2%. A compra de televisores consome R$ 4 bilhões, ou 33,3%Já as despesas relacionadas à leitura, como livros e imprensa, representam 15,6% do total e ocupam a segunda posição. Os gastos com revistas e jornais representam 68,8%, contra 11,2% com os livros.

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