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GeralPesquisa vai mapear a população negra do Maranhão e São Paulo

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24 de junho de 2007
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O Maranhão e São Paulo estão sendo alvos de uma pesquisa inédita que visa conhecer quem e quantos são os negros que compõem a população dos dois estados. O levantamento é uma das etapas do projeto Ações de acolhimento e acesso ao diagnóstico e tratamento do HIV/Aids para a população negra, desenvolvido pela Universidade Federal do Maranhão (Ufma) em parceria com o governo do Maranhão, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (SES) e instituições governamentais e não governamentais de São Paulo.

Passo importante para a realização dessa pesquisa será dado a partir de amanhã, 25, durante a primeira oficina do Projeto, cuja solenidade de abertura está marcada para as 18h, no auditório do Hotel Praia Mar. Além de representantes dos 14 municípios que mantém Centros de Testagem Anônima (CTA) e/ou Serviço de Atendimento Especializado (SAE), participarão do evento, coordenadores do Programa DST/Aids do estado.

O projeto de pesquisa, financiado pelo Ministério da Saúde, foi elaborado pelo Mestrado de Saúde e Ambiente da Ufma e está sendo executado em parceria com a Secretaria de Estado da Saúde e a colaboração de pesquisadores do Centro de Cultura Negra (CCN), do Centro de Referência e Treinamento em DST/Aids, da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, da Faculdade de Saúde Pública, do Centro de Trabalhadores de Saúde Pública da Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo, e do Centro de Estudo das Relações de Trabalho e das Desigualdades.

Sob a coordenação da SES, a oficina, que se estenderá até quinta-feira, 28, tem como um dos objetivos a capacitação de profissionais das equipes dos SAEs e CTAs para a adoção da auto-identificação como método para o preenchimento do quesito cor/raça no cadastramento e recadastramento da clientela das duas unidades.

Segundo a coordenadora do Programa Estadual de DST/Aids, Sílvia Viana, mesmo o projeto tendo como foco a população negra no que diz respeito ao acolhimento e acesso ao diagnóstico e tratamento do HIV/Aids, o cadastramento e o recadastramento atingirão toda a população de forma indiscriminada, uma vez que os Centros de Testagem Anônima não atendem somente as pessoas infectadas com o vírus.

“Nós queremos saber quem é a população negra dos estados do Maranhão e de São Paulo para planejarmos ações adequadas, especialmente, no que se refere à assistência em saúde e controle e prevenção da Aids”, frisou a coordenadora.

Estarão presentes também no evento, representantes da Secretaria de Estado da Igualdade Racial, dos Fóruns estadual e municipais de ONGs Aids, da Rede de Pessoas Vivendo com o HIV/Aids, do Hospital Universitário Presidente Dutra e Materno Infantil, Rede de Religião Afro-brasileira e Saúde e das populações indígenas do estado.

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