Maranhão pode gerar emprego com projeto de reciclagem de lixoO governo estuda a possibilidade de implantar um projeto de reciclagem de lixo no Maranhão. Com este objetivo, a diretoria do Sebrae-MA e gestores da Secretaria da Indústria e Comércio visitaram este mês vários projetos de reciclagem em Fortaleza (CE) que já se tornaram referência nacional neste setor.
Um dos projetos visitados foi o Reciclar – Centro de Triagem de Resíduos Sólidos –, que é um investimento privado, localizado no bairro do Jangurussu, periferia de Fortaleza, equipado para receber e triar mais de 100 toneladas de resíduos sólidos recicláveis por dia. O Centro conta hoje com mais de 100 funcionários em uma área útil superior a 2000m². Os equipamentos são todos nacionais e foram desenvolvidos especificamente para o projeto.

Trabalho e renda – Em Campinas, quatro cooperativas de coleta e manuseio de recicláveis, incubadas pela Organização Não-Governamental (ONG) Ecologia e Dignidade Humana (EDH) fazem a diferença nos últimos anos. Juntas, as cooperativas recolhem quase 400 toneladas por mês de resíduos reaproveitáveis e asseguram trabalho e renda média mensal individual de R$ 350, a 85 chefes de família, segundo a presidente da entidade, Cheda Name Saad.
Articular a implantação de projetos que transformam o lixo em renda, além de preservar o meio ambiente é meta da Secretaria de Indústria e Comércio (Sinc) que visa, em parceria com a prefeitura, Sebrae e outras entidades ligadas ao setor, tornar o lixo um instrumento de fonte de renda e de empregos.
“Nos próximos meses a Sinc irá consultar o trabalho do professor de Administração Mercadológica e Gestão Ambiental, do curso de administração da Universidade de Fortaleza (Unifor), Albert Brasil Gradvohl Perfil, que desenvolve de maneira pragmática um trabalho relevante na área de Meio Ambiente para o governo daquele estado, denominado Projeto Reciclando”, disse Rodrigo Marques, assessor da Sinc, que esteve em Fortaleza. Atualmente, o Ceará possui o maior indicador de recuperação de resíduos sólidos no país e já garante renda para 10 áreas de risco da grande Fortaleza, sendo responsável por 29% do total de 1.250 catadores de rua da cidade.
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