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GeralMaranhão pode gerar emprego com projeto de reciclagem de lixo

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24 de junho de 2007
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O governo estuda a possibilidade de implantar um projeto de reciclagem de lixo no Maranhão. Com este objetivo, a diretoria do Sebrae-MA e gestores da Secretaria da Indústria e Comércio visitaram este mês vários projetos de reciclagem em Fortaleza (CE) que já se tornaram referência nacional neste setor.

Um dos projetos visitados foi o Reciclar – Centro de Triagem de Resíduos Sólidos –, que é um investimento privado, localizado no bairro do Jangurussu, periferia de Fortaleza, equipado para receber e triar mais de 100 toneladas de resíduos sólidos recicláveis por dia. O Centro conta hoje com mais de 100 funcionários em uma área útil superior a 2000m². Os equipamentos são todos nacionais e foram desenvolvidos especificamente para o projeto.

De acordo com a Recicláveis, empresa brasileira que atua na área de reciclagem e meio ambiente, só no Brasil são produzidas 240 mil toneladas de lixo por dia. Quase 90% do lixo doméstico brasileiro vai para o aterro sanitário e a fermentação no solo gera dois produtos: o chorume e o gás metano. Hoje, apenas 2% do lixo de todo o Brasil é reciclado, enquanto na Europa e Estados Unidos esse percentual atinge 40%. Isso talvez aconteça porque reciclar ainda é 15 vezes mais caro do que simplesmente jogar lixo em aterros. Esse ato depende de uma mudança de hábito na população para garantir sustentabilidade. Afinal, em cada mil quilos de lixo são encontrados, em média, 300 quilos de material reciclável.

Trabalho e renda – Em Campinas, quatro cooperativas de coleta e manuseio de recicláveis, incubadas pela Organização Não-Governamental (ONG) Ecologia e Dignidade Humana (EDH) fazem a diferença nos últimos anos. Juntas, as cooperativas recolhem quase 400 toneladas por mês de resíduos reaproveitáveis e asseguram trabalho e renda média mensal individual de R$ 350, a 85 chefes de família, segundo a presidente da entidade, Cheda Name Saad.

Articular a implantação de projetos que transformam o lixo em renda, além de preservar o meio ambiente é meta da Secretaria de Indústria e Comércio (Sinc) que visa, em parceria com a prefeitura, Sebrae e outras entidades ligadas ao setor, tornar o lixo um instrumento de fonte de renda e de empregos.

“Nos próximos meses a Sinc irá consultar o trabalho do professor de Administração Mercadológica e Gestão Ambiental, do curso de administração da Universidade de Fortaleza (Unifor), Albert Brasil Gradvohl Perfil, que desenvolve de maneira pragmática um trabalho relevante na área de Meio Ambiente para o governo daquele estado, denominado Projeto Reciclando”, disse Rodrigo Marques, assessor da Sinc, que esteve em Fortaleza. Atualmente, o Ceará possui o maior indicador de recuperação de resíduos sólidos no país e já garante renda para 10 áreas de risco da grande Fortaleza, sendo responsável por 29% do total de 1.250 catadores de rua da cidade.

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